quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
VÍTIMAS DO DDT VÃO VIRAR DOCUMENTÁRIO
O Departamento de Jornalismo da TV Câmara autorizou a produção de um especial no Acre sobre as vítimas do DDT - inseticida que já teria matado 114 pessoas no Estado.
O documentário será, na verdade, uma série de três grandes reportagens.
Os produtores, cinegrafistas e repórteres estarão em Rio Branco entre os dias 15 e 17 de janeiro.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Acre está repassando todos os endereços das vítimas do inseticida. A maioria habita em cidades como Manuel Urbano, Xapuri, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.
A TV Câmara irá ao encontro destas pessoas - guardas da extinta Sucam que convivem há vários anos com sequelas irreversíveis atribuídas à intoxicação, tais como danos neurológicos, neoplasias e lesões variadas.
É bom lembrar que, embora o assunto seja estarrecedor e imponha à Fundação Nacional de Saúde a classificação de "omissa", apenas o parlamento acreano investigou os casos em toda a Amazônia.
Esta semana, em audiência pública realizada no Congresso Nacional por solicitação da deputada federal Perpétua Almeida, o presidente da comissão, Walter Prado, afirmou que, dentre os 50 casos mais graves, "é impossível afirmar quantos pacientes sobreviverão nos próximos 30 ou 40 dias.
A Revista Veja também se interessou pelo assunto.
Fazendo justiça, vale ressaltar, que os deputados federais tiveram acesso ao caso das vítimas do DDT através de uma série de reportagens da Agência Amazônia de Noticias, por intermédio dos jornalistas Chico Araújo e Dulcinéia Azevedo.
AUTORITARISMO NA POLÍTICA
José Mastrangelo
Após 40 anos do AI-5 e 50 da Carta Universal dos Direitos Humanos da ONU, o autoritarismo político volta às manchetes dos principais meios de comunicação (sites e jornais) do Estado do Acre. Coincidentemente, no dia 10 deste mês, alguns acreanos, perseguidos pelo autoritarismo do AI-5, ganharão a tão sonhada anistia. Justiça feita!
O primeiro suplente de vereador eleito de Rio Branco pelo PSDB, Rodrigo Fernandes, acusa de autoritário, com os termos de golpista, caçador de bruxas e rasteirista, Bocalom, presidente estadual do PSDB, em carta aberta, publicada no dia 3 do corrente.
O líder do PSDB na Assembléia Legislativa, dep. Donald Fernandes, em discurso da tribuna, no dia 4 de dezembro, com tom firme e grave, alfineta o presidente de seu partido, definindo-o de autoritário, golpista, rasteirista e retrógrado.
No dia 9 de novembro, em carta aberta, o presidente estadual da juventude do PSDB, Renecleyton Silva, já havia atacado Bocalom, chamando-o de rasteirista. O presidente do PSDB jovem municipal (Rio Branco), a presidente do PSDB mulher estadual e três estagiárias do partido preferiram alçar vôos do ninho tucano, corroído de autoritarismo.
Tucanos anônimos de todas as partes do Estado seguram in pectore os apelidos de autoritário, golpista, rasteirista, retrógrado e outros, atribuídos ao presidente estadual do PSDB, aguardando que os ventos mudem de lado. Tucanos mais próximos do presidente preferem fazer comentários maliciosos longe de seu alcance, nos famosos bastidores, por conveniência. Hipocrisia!
O PSDB condena o seu presidente, quando o enquadra no art. 2 do Estatuto, que diz: “O PSDB tem como base a democracia interna e a disciplina e, como objetivos programáticos, a consolidação dos direitos individuais e coletivos; o exercício democrático e participativo”.
Segundo as cartas abertas e a opinião in pectore e de tucanos anônimos, o presidente estadual do PSDB compõe a lista de pessoas autoritárias, que o partido rejeita pelos princípios estatutários e pela sua trajetória histórica. O PSDB foi contra o golpe de ’64 e seu AI-5. Pelo autoritarismo do golpe de ‘64 e seus mecanismos de força, alguns de seus militantes foram perseguidos, mortos e exilados. Não é o caso de Bocalom que, por pertencer ao partido da Arena, apoiou e concordou com os métodos autoritários do regime, usurpado à vontade do povo.
O PSDB condena o autoritarismo de esquerda e de direita. Nasce, rompendo com os pontos autoritários da teoria marxista À esquerda, refuta Stalin (Stalinismo). À direita, rejeita Hitler (Nazismo) e Mussolini (Fascismo).
O autoritarismo é um mal a ser combatido permanentemente. Hoje, o autoritarismo se infiltra nos partidos democráticos, como o PSDB, para desviá-los de suas rotas. Mostra a sua cara com golpes, rasteiras e “caça às bruxas”. Para compensar essa face bruta e ruim, aparece com a outra, suave, doce, amável e farta em sorrisos, abraços e beijos. Prefere a escuridão para tramar e, de madrugada, dar o beijo fatal da traição.
Nesse sentido, o autoritarismo é um mal incurável. É o principal item da psicopatia que, segundo pesquisas científicas, ataca 25% da população brasileira. Todo cuidado é pouco para conter o surto desse vírus letal. É contagioso. A sua presa predileta é o animo pusilânime. Chega! No próximo dia 10 de dezembro, data da promulgação da Carta Universal dos Direitos Humanos da ONU, estarei lá, para comemorar a liberdade resgatada (anistia), que alguns companheiros perderam pela força do autoritarismo do golpe de ’64. Infelizmente, o companheiro Josué Fernandes não se fará presente. Ele se foi nesse último sábado, retornando sobre asas à morada segura da liberdade.
*José Mastrangelo é Doutor em Teologia e tambem escreve para o site Folha do Acre.
PONTE NÃO É PRIORIDADE
Por muito pouco não aconteceu ontem, por volta das 15:30h, um acidente na travessia da balsa do Rio Madeira, trecho entre os Estados do Acre e Rondônia, BR 364. A estrutura de ferro que auxilia a descida dos veículos deslizou comprometendo a locomoção de um caminhão carreta, que não caiu no rio graças a perícia do piloto.O incidente atrasou quarenta minutos a travessia de pedestres, ônibus e caminhões que aguardavam do lado do Abunã. Somente com o auxílio de uma pá carregadeira foi possível realizar a travessia da carreta que ficou encalhada em cima da balsa.
Leia mais no blog do Jairo Carioca, futuramente, ex-secretário de comunicação da Prefeitura do Quinarí.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
FAMÍLIA DE CHICO MENDES SERÁ INDENIZADA
A Comissão de Anistia aprovará nesta terça-feira, em Rio Branco, no Acre, a condição de anistiado político post-mortem do líder seringueiro Chico Mendes, cujo assassinato completará vinte anos no próximo dia 22. O pedido de anistia foi protocolado pela viúva Ilzamar Mendes, em 2005. A família terá direito a receber indenização pelo fato de Mendes ter sido perseguido pelo regime militar.
O sindicalista começou a atuar na luta sindical em meados dos anos 70 e foi um dos fundadores do PT no estado. Em 1980, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional (LSN), acusado de envolvimento no assassinato de um capataz de uma fazenda.
A atuação de Chico Mendes frente ao Sindicato dos Seringueiros de Xapuri (AC), a partir de 1981, deu visibilidade internacional a seu trabalho. Sem sucesso, porém, não elegeu-se deputado estadual pelo PT, em 1982. Dois anos depois, o sindicalista, muito amigo do então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, foi julgado, e absolvido, pelo Tribunal Militar de Manaus, acusado novamente de incitar violência contra fazendeiros.
O julgamento do processo de Chico Mendes faz parte do projeto Caravana da Anistia, que analisa casos de figuras conhecidas da política nos seus estados de origem. O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, estarão presentes neste ato de homenagem ao líder seringueiro. Serão analisados também processos envolvendo outros líderes políticos da região. O evento ocorrerá no Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco. Paulo Abrão enalteceu a figura de Chico Mendes.
- A anistia a Chico Mendes, perseguido na ditadura e na democracia, recompõe a imagem do Brasil perante os olhos do mundo ao conceder, mesmo que vinte anos depois, esta justa e devida indenização aos seus familiares - disse Paulo Abrão.
Chico Mendes foi assassinado na porta da sua casa, em Xapuri, que hoje é local de visitação na cidade. Ele tinha 44 anos e teve dois filhos com Ilzamar, o casal Sandino e Elenira. A filha, filiada ao PV, cogitou disputar a prefeitura de Xapuri este ano, mas desistiu da idéia. Ela cuida da Fundação Chico Mendes. Os responsáveis pela morte do seringueiro - os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da Silva, foram condenados a dezenove anos de prisão.
A foto foi extraida do Blog do Altino Machado.
O sindicalista começou a atuar na luta sindical em meados dos anos 70 e foi um dos fundadores do PT no estado. Em 1980, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional (LSN), acusado de envolvimento no assassinato de um capataz de uma fazenda.
A atuação de Chico Mendes frente ao Sindicato dos Seringueiros de Xapuri (AC), a partir de 1981, deu visibilidade internacional a seu trabalho. Sem sucesso, porém, não elegeu-se deputado estadual pelo PT, em 1982. Dois anos depois, o sindicalista, muito amigo do então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, foi julgado, e absolvido, pelo Tribunal Militar de Manaus, acusado novamente de incitar violência contra fazendeiros.
O julgamento do processo de Chico Mendes faz parte do projeto Caravana da Anistia, que analisa casos de figuras conhecidas da política nos seus estados de origem. O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, estarão presentes neste ato de homenagem ao líder seringueiro. Serão analisados também processos envolvendo outros líderes políticos da região. O evento ocorrerá no Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco. Paulo Abrão enalteceu a figura de Chico Mendes.
- A anistia a Chico Mendes, perseguido na ditadura e na democracia, recompõe a imagem do Brasil perante os olhos do mundo ao conceder, mesmo que vinte anos depois, esta justa e devida indenização aos seus familiares - disse Paulo Abrão.
Chico Mendes foi assassinado na porta da sua casa, em Xapuri, que hoje é local de visitação na cidade. Ele tinha 44 anos e teve dois filhos com Ilzamar, o casal Sandino e Elenira. A filha, filiada ao PV, cogitou disputar a prefeitura de Xapuri este ano, mas desistiu da idéia. Ela cuida da Fundação Chico Mendes. Os responsáveis pela morte do seringueiro - os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da Silva, foram condenados a dezenove anos de prisão.
A foto foi extraida do Blog do Altino Machado.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
PF TIRA SEGURANÇA DE GERCINO FILHO
O desembargador aposentado Gercino José da Silva Filho, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Acre, ainda estaria, hoje, à mercê do esquadrão da morte? Na avaliação da Polícia Federal, a resposta é “não”.Na última semana, em Brasília, na sessão solene pelos 20 anos da morte de Chico Mendes no Senado, o Ministro Paulo Vanucci, Secretário Nacional dos Direitos Humanos revelou que a PF não faz mais a segurança pessoal de Gercino.
Agora Ouvidor Agrário Nacional, Gercino teve seu nome citado como a pessoa que deveria ser metralhada em praça pública, durante a efervescente investigação dos crimes que estarreceram a sociedade brasileira.
A ameaça partiu do então deputado federal Hildebrando Pascoal, preso, sentenciado a mais de 80 anos e ainda aguardando julgamento por várias mortes violentas na qual ele participou direta ou indiretamente enquanto chefe do grupo de extermínio no Estado.
O Ministro disse que irá pedir explicações à Superintendência da Policia Federal. Ao discursar para senadores, deputados federais e representantes da sociedade civil, Paulo Vanucci demonstrou preocupação com a integridade física do ex-presidente do TJ acreano, que andava escoltado por agentes federais há mais de 10 anos. No mês de abril deste ano, ele foi condecorado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas com a Comenda do Mérito Judiciário Desembargador Moura Castro.
No Acre, enquanto presidia o TJ, a segurança pessoal de Gercino era feita pela Polícia Militar.
Naluh
A ex-deputada Naluh Gouveia, que presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Acre, tambem esteve no plenário do Senado.
Juntamente com seu marido, o sindicalista Jair Santos, foi um dos principais acusadores do esquadrão. Hoje, Naluh é conselheira do Tribunal de Contas do Estado, e o marido, assessor especial da Aleac. Ambos não se pronunciaram sobre o fato.
Correio diz que Jorge e Tião Viana são os novos coronéis do Acre
Em extensa reportagem, jornal afirma que os irmãos Viana praticam política assistencialista de adversários que combateram.
Novamente, em duas páginas — as de números 2 e 3 — o Correio Braziliense coloca a nu a forma dos irmãos Jorge e Tião Viana, ambos do PT, fazerem política no Acre. A primeira página diz: “Tião e João são os novos coronéis do Acre”. Segundo o texto, o governador (ex, na verdade) Jorge Viana e o senador Tião Viana construíram a carreira política atacando o assistencialismo praticado pelos antigos adversários. Dez anos depois, os dois petistas elogiam os velhos caciques e Tião faz uso eleitoral da distribuição de benefícios sociais à população.
O Correio havia revelado, ontem, o estilo de Tião Viana fazer política. Revelou que o senador apresentou uma emenda individual de R$ 3 milhões para financiar a compra de 1,8 mil cadeiras de rodas, muletas e bengalas para pessoas com deficiência em 20 dos 22 municípios do Acre. O senador participou da entrega dos equipamentos no período pré-eleitoral e já início da campanha para as eleições municipais, em julho. Em Epitaciolândia, a solenidade foi suspensa por quatro horas pela Polícia Federal, a pedido da Justiça Eleitoral. Mas as cadeiras foram entregues.
Ainda de acordo com o Correio, o episódio de distribuição de cadeiras de rodas em município do Acre enfraquece apoio a Tião Viana na corrida pela Presidência do Senado. A revelação do caso, segundo o jornal, afastou o DEM e o PSDB da candidatura de Viana.
CONGRESSO
Há 10 anos, os irmãos Tião e Jorge Viana combateram o assistencialismo dos velhos caciques do Acre. Hoje, elogiam antigos adversários. E o senador passou a usar métodos eleitorais parecidos.
Os novos coronéis
A distribuição de benefícios sociais à população em atos políticos, feita pelo senador Tião Viana (PT-AC) e revelada pelo Correio na edição de ontem, é uma prática antiga no Acre. Em março de 1998, o então governador Orleir Cameli (PFL) entregava cestas básicas, máquinas de costura e motores de popa em praça pública durante a pré-campanha pela reeleição. Pressionado por representação do Ministério Público, Cameli desistiu da reeleição. O adversário Jorge Viana (PT) foi eleito governador. Hoje, os Viana dominam a política do Acre, com a adesão dos antigos adversários, que são elogiados nos palanques. Entre eles, Cameli.
Na pré-campanha para o governo, em 1998, Jorge Viana temia pela própria vida, mas fazia duros ataques ao então governador. “Nós não temos um governo, temos um desmonte. É o fantasma do descaso, da humilhação, do cartel. São grupelhos de pessoas que se organizaram e atuam como bandos. Tudo isso coordenado por um governador que não tem um currículo, mas uma folha corrida. Só não vou ser candidato se me matarem”, afirmou Jorge, em abril daquele ano.
No ano passado, no lançamento da pavimentação da estrada entre Feijó e Sena Madureira, na BR-364, ao lado de Cameli, Jorge Viana saudou o novo aliado: “Durante décadas, muitos políticos usaram a estrada como palanque, mas o Orleir foi o primeiro a sair dele e a dar início à pavimentação da BR-364”. Tião Viana completou: “Quero dizer da minha alegria de estar ao lado do ex-governador Orleir Cameli e do seu irmão Eládio, nesse momento de desafio. Um desafio que é do tamanho da nossa história”.
Jorge Viana nega que exista hoje uma aliança com Cameli. “O governo não tem nenhuma aliança. O que tem é que ele se manifestou favorável a um candidato do PR, que nós apoiamos em Cruzeiro do Sul. E tem um sobrinho dele que é deputado federal pelo PR, e o PR está na aliança do governo federal e do Acre.” O ex-governador petista diz que houve uma adesão: “Houve um processo de pacificação. A aliança se ampliou, mas não a partir de concessões. O que houve é adesão a um projeto que está dando certo”.
O adversário mais radical do governo Jorge Viana, o ex-deputado federal Narciso Mendes, diz ter abandonado a política. “A gente cansa. No Acre, não tem mais eleição. Aqui tem compra de voto. Aqui, uma eleição é feita na base de mercado eleitoral. Eu fui a única pessoa que teve a coragem de enfrentar o governo de Jorge Viana. O resto era um bando de calça frouxa, como continua sendo. Daqui a dois anos, a eleição do Tião Viana não é eleição, é uma nomeação.”
Narciso poupa o governador Binho Marques (PT). “Quando vêm trazer denúncia contra o governo, eu digo que deixei de ser delegacia de polícia. Agora, o que eu posso dizer é que ele é um cidadão absolutamente decente.” O jornal de Narciso, O Rio Branco, agora divulga os releases produzidos pelo governo petista. Questionado se o seu jornal e a sua televisão têm recebido publicidades do governo, responde: “Eu não sou hipócrita. Aqui duas coisas têm que ser respeitadas. Primeiro, a notícia. Depois, isso é uma empresa. No final do mês, ninguém quer saber se o jornal foi democrático. Eu não tenho relacionamento com esse povo. Agora, sou obrigado a dizer que o governo é decente”.
Jorge Viana afirma que Narciso não tem nenhuma relação com o governador ou com qualquer dirigente do PT. “O que acontece é que o senhor Narciso, contra quem eu tenho mais de 50 processo na Justiça, resolveu mudar de posição e dizer que não é mais um militante político do partido dele. Mas não é aliado nosso nem será, porque nem ele quer nem a gente quer”, diz. “O Acre mudou, mas as situações emblemáticas permanecem as mesmas. Eu vou pagar pelo resto da vida por ter tomado algumas atitudes naquela época, porque algumas pessoas estão presas, outras estão com muita raiva de mim.”
Em março de 1998, Orleir Cameli foi flagrado entregando os produtos dos programas O Pão Nosso e Novo Horizonte em Sena Madureira, distante 150km de Rio Branco. O primeiro programa foi criado no ano eleitoral. O então governador pretendia entregar 5 milhões de quilos de alimentos de março a dezembro. Seriam 30 mil cestas básicas por mês. A distribuição seria controlada por uma cartela. Em Sena Madureira seriam 1,2 mil sacolões. Em Rio Branco, mais 15 mil. O Novo Horizonte previa a entrega de 2 mil máquinas de costura, mil máquinas de farinha, 2,2 mil motores de popa, beneficiadoras de arroz e kits para agricultores. Com base na representação feita pelo procurador eleitoral do Acre, Ricardo Nakahira, o Tribunal Regional Eleitoral suspendeu os programas em 21 de abril daquele ano.
O Correio tentou contato por telefone e por e-mail com o governador Binho Marques, mas não houve resposta. A assessoria de imprensa do senador Tião Viana afirmou que ele estava no interior do estado, sem contato por telefone.
Mudança de discurso
“Nós não temos governo, temos um desmonte. São grupelhos que se organizaram e atuam como bandos (...) coordenados por um governador (Cameli) que não tem um currículo, mas uma folha corrida”
Jorge Viana, em abril de 1998
“Quero dizer da minha alegria de estar ao lado do ex-governador Orleir Cameli e do seu irmão Eládio, nesse momento de desafio. Um desafio que é do tamanho, talvez, da nossa história”
Tião Viana, em dezembro de 2007
Entenda o caso
Tião explicou por que participava das solenidades de entrega dos equipamentos: “O secretário de Saúde me chamava. Aí, eu ia junto fazer a entrega”. A emenda individual, no valor de R$ 3 milhões, foi apresentada para o Orçamento da União de 2006, mas o dinheiro não foi liberado naquele ano. Os pagamentos ocorreram de março a julho de 2007. A entrega dos equipamentos começou somente no fim de março deste ano, sendo concluída em 27 de julho, nos municípios de Tarauacá, Jordão e Feijó, sem a presença dos candidatos a prefeito locais.
Em Epitaciolândia, a solenidade teve a presença do prefeito José Ronaldo (PSB), da prefeita de Brasiléia, Leila Galvão (PT), do senador Tião Viana e outras autoridades locais. Foram distribuídas 135 cadeiras de rodas, sendo quatro motorizadas. Após a entrega dos equipamentos, por volta das 8h30, o senador já se retornava para Rio Branco quando foi informado de que a PF havia chegado ao local.
Ele retornou e foi abordado pelo delegado federal Augusto Rézio. Foi informado de que havia chegado à Justiça Eleitoral uma denúncia de que estaria havendo uso político da entrega dos equipamentos. Tião foi até o juiz eleitoral, Leandro Gross, e argumentou o programa já tinha execução orçamentária no ano anterior. Por isso, estaria de acordo com a legislação eleitoral.
Agência Amazônia
Novamente, em duas páginas — as de números 2 e 3 — o Correio Braziliense coloca a nu a forma dos irmãos Jorge e Tião Viana, ambos do PT, fazerem política no Acre. A primeira página diz: “Tião e João são os novos coronéis do Acre”. Segundo o texto, o governador (ex, na verdade) Jorge Viana e o senador Tião Viana construíram a carreira política atacando o assistencialismo praticado pelos antigos adversários. Dez anos depois, os dois petistas elogiam os velhos caciques e Tião faz uso eleitoral da distribuição de benefícios sociais à população.
O Correio havia revelado, ontem, o estilo de Tião Viana fazer política. Revelou que o senador apresentou uma emenda individual de R$ 3 milhões para financiar a compra de 1,8 mil cadeiras de rodas, muletas e bengalas para pessoas com deficiência em 20 dos 22 municípios do Acre. O senador participou da entrega dos equipamentos no período pré-eleitoral e já início da campanha para as eleições municipais, em julho. Em Epitaciolândia, a solenidade foi suspensa por quatro horas pela Polícia Federal, a pedido da Justiça Eleitoral. Mas as cadeiras foram entregues.
Ainda de acordo com o Correio, o episódio de distribuição de cadeiras de rodas em município do Acre enfraquece apoio a Tião Viana na corrida pela Presidência do Senado. A revelação do caso, segundo o jornal, afastou o DEM e o PSDB da candidatura de Viana.
CONGRESSO
Há 10 anos, os irmãos Tião e Jorge Viana combateram o assistencialismo dos velhos caciques do Acre. Hoje, elogiam antigos adversários. E o senador passou a usar métodos eleitorais parecidos.
Os novos coronéis
LÚCIO VAZ
DA EQUIPE DO CORREIO
DA EQUIPE DO CORREIO
A distribuição de benefícios sociais à população em atos políticos, feita pelo senador Tião Viana (PT-AC) e revelada pelo Correio na edição de ontem, é uma prática antiga no Acre. Em março de 1998, o então governador Orleir Cameli (PFL) entregava cestas básicas, máquinas de costura e motores de popa em praça pública durante a pré-campanha pela reeleição. Pressionado por representação do Ministério Público, Cameli desistiu da reeleição. O adversário Jorge Viana (PT) foi eleito governador. Hoje, os Viana dominam a política do Acre, com a adesão dos antigos adversários, que são elogiados nos palanques. Entre eles, Cameli.
Na pré-campanha para o governo, em 1998, Jorge Viana temia pela própria vida, mas fazia duros ataques ao então governador. “Nós não temos um governo, temos um desmonte. É o fantasma do descaso, da humilhação, do cartel. São grupelhos de pessoas que se organizaram e atuam como bandos. Tudo isso coordenado por um governador que não tem um currículo, mas uma folha corrida. Só não vou ser candidato se me matarem”, afirmou Jorge, em abril daquele ano.
No ano passado, no lançamento da pavimentação da estrada entre Feijó e Sena Madureira, na BR-364, ao lado de Cameli, Jorge Viana saudou o novo aliado: “Durante décadas, muitos políticos usaram a estrada como palanque, mas o Orleir foi o primeiro a sair dele e a dar início à pavimentação da BR-364”. Tião Viana completou: “Quero dizer da minha alegria de estar ao lado do ex-governador Orleir Cameli e do seu irmão Eládio, nesse momento de desafio. Um desafio que é do tamanho da nossa história”.
Jorge Viana nega que exista hoje uma aliança com Cameli. “O governo não tem nenhuma aliança. O que tem é que ele se manifestou favorável a um candidato do PR, que nós apoiamos em Cruzeiro do Sul. E tem um sobrinho dele que é deputado federal pelo PR, e o PR está na aliança do governo federal e do Acre.” O ex-governador petista diz que houve uma adesão: “Houve um processo de pacificação. A aliança se ampliou, mas não a partir de concessões. O que houve é adesão a um projeto que está dando certo”.
O adversário mais radical do governo Jorge Viana, o ex-deputado federal Narciso Mendes, diz ter abandonado a política. “A gente cansa. No Acre, não tem mais eleição. Aqui tem compra de voto. Aqui, uma eleição é feita na base de mercado eleitoral. Eu fui a única pessoa que teve a coragem de enfrentar o governo de Jorge Viana. O resto era um bando de calça frouxa, como continua sendo. Daqui a dois anos, a eleição do Tião Viana não é eleição, é uma nomeação.”
Narciso poupa o governador Binho Marques (PT). “Quando vêm trazer denúncia contra o governo, eu digo que deixei de ser delegacia de polícia. Agora, o que eu posso dizer é que ele é um cidadão absolutamente decente.” O jornal de Narciso, O Rio Branco, agora divulga os releases produzidos pelo governo petista. Questionado se o seu jornal e a sua televisão têm recebido publicidades do governo, responde: “Eu não sou hipócrita. Aqui duas coisas têm que ser respeitadas. Primeiro, a notícia. Depois, isso é uma empresa. No final do mês, ninguém quer saber se o jornal foi democrático. Eu não tenho relacionamento com esse povo. Agora, sou obrigado a dizer que o governo é decente”.
Jorge Viana afirma que Narciso não tem nenhuma relação com o governador ou com qualquer dirigente do PT. “O que acontece é que o senhor Narciso, contra quem eu tenho mais de 50 processo na Justiça, resolveu mudar de posição e dizer que não é mais um militante político do partido dele. Mas não é aliado nosso nem será, porque nem ele quer nem a gente quer”, diz. “O Acre mudou, mas as situações emblemáticas permanecem as mesmas. Eu vou pagar pelo resto da vida por ter tomado algumas atitudes naquela época, porque algumas pessoas estão presas, outras estão com muita raiva de mim.”
Em março de 1998, Orleir Cameli foi flagrado entregando os produtos dos programas O Pão Nosso e Novo Horizonte em Sena Madureira, distante 150km de Rio Branco. O primeiro programa foi criado no ano eleitoral. O então governador pretendia entregar 5 milhões de quilos de alimentos de março a dezembro. Seriam 30 mil cestas básicas por mês. A distribuição seria controlada por uma cartela. Em Sena Madureira seriam 1,2 mil sacolões. Em Rio Branco, mais 15 mil. O Novo Horizonte previa a entrega de 2 mil máquinas de costura, mil máquinas de farinha, 2,2 mil motores de popa, beneficiadoras de arroz e kits para agricultores. Com base na representação feita pelo procurador eleitoral do Acre, Ricardo Nakahira, o Tribunal Regional Eleitoral suspendeu os programas em 21 de abril daquele ano.
O Correio tentou contato por telefone e por e-mail com o governador Binho Marques, mas não houve resposta. A assessoria de imprensa do senador Tião Viana afirmou que ele estava no interior do estado, sem contato por telefone.
Mudança de discurso
“Nós não temos governo, temos um desmonte. São grupelhos que se organizaram e atuam como bandos (...) coordenados por um governador (Cameli) que não tem um currículo, mas uma folha corrida”
Jorge Viana, em abril de 1998
“Quero dizer da minha alegria de estar ao lado do ex-governador Orleir Cameli e do seu irmão Eládio, nesse momento de desafio. Um desafio que é do tamanho, talvez, da nossa história”
Tião Viana, em dezembro de 2007
Entenda o caso
Tião explicou por que participava das solenidades de entrega dos equipamentos: “O secretário de Saúde me chamava. Aí, eu ia junto fazer a entrega”. A emenda individual, no valor de R$ 3 milhões, foi apresentada para o Orçamento da União de 2006, mas o dinheiro não foi liberado naquele ano. Os pagamentos ocorreram de março a julho de 2007. A entrega dos equipamentos começou somente no fim de março deste ano, sendo concluída em 27 de julho, nos municípios de Tarauacá, Jordão e Feijó, sem a presença dos candidatos a prefeito locais.
Em Epitaciolândia, a solenidade teve a presença do prefeito José Ronaldo (PSB), da prefeita de Brasiléia, Leila Galvão (PT), do senador Tião Viana e outras autoridades locais. Foram distribuídas 135 cadeiras de rodas, sendo quatro motorizadas. Após a entrega dos equipamentos, por volta das 8h30, o senador já se retornava para Rio Branco quando foi informado de que a PF havia chegado ao local.
Ele retornou e foi abordado pelo delegado federal Augusto Rézio. Foi informado de que havia chegado à Justiça Eleitoral uma denúncia de que estaria havendo uso político da entrega dos equipamentos. Tião foi até o juiz eleitoral, Leandro Gross, e argumentou o programa já tinha execução orçamentária no ano anterior. Por isso, estaria de acordo com a legislação eleitoral.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Correio Braziliense denuncia assistencialismo de Tião Viana no Acre
Chico Araújo, da Agência Amazônia
Segundo o jornal, o senador esteve em 20 dos 22 municípios, em período pré-eleitoral, para participar da solenidade de entrega. Em Epitaciolândia, a distribuição chegou a ser suspensa por quatro horas pela Justiça Eleitoral. A matéria diz ainda que a suspensão da entrega de cadeiras ocorreu por suspeita de uso político.
O site oficial do senador faz propaganda ostensiva acerca da distribuição das cadeiras. Num texto batizado de Mais uma ação do programa de atendimento a deficientes, o senador gaba-se de ser o autor da emenda de uma emenda de R$ 3 milhões que garantiu a compra das cadeiras. Além dos elogios do secretário de Saúde, Osvaldo Leal, o texto uma fala de Viana, na qual ele afirma: “ [...] em 500 anos da República no Brasil, não se ouviu falar de uma programa dessa magnitude. ” O texto traza ainda eleogios de prefeitos e vereadores do PT a Viana pelo fato de o mesmo ter apresentado a emenda para a compra das cadeiras de rodas.
POLÍTICA
O jeito Tião de fazer política
Por Lúcio Vaz, do Correio Braziliense
Favorito de Lula para o cargo de presidente do Senado, parlamentar acreano distribuiu cadeiras de rodas, muletas e bengalas durante o período pré-eleitoral.
Candidato a presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) mostrou este ano no Acre um estilo próprio de fazer política. Uma emenda individual de sua autoria financiou a distribuição de 1,8 mil cadeiras de rodas, muletas e bengalas para portadores de deficiência física. A entrega começou no período pré-eleitoral, em março, e estendeu-se até o início da campanha para as eleições municipais, em julho. Tião participou da distribuição em 20 dos 22 municípios do estado. No último 13 de junho, em Epitaciolândia, a solenidade foi suspensa pela Polícia Federal, a pedido da Justiça Eleitoral. Após quatro horas, o juiz Leandro Gross determinou o prosseguimento do evento.
Tião afirma que participava da entrega dos equipamentos a convite do secretário estadual de Saúde, Osvaldo Leal. “O secretário de saúde me chamava. Aí, eu ia junto fazer a entrega”. A distribuição teve sempre larga divulgação dos veículos de comunicação do estado, com declarações dos beneficiados, do senador e de autoridades locais e estaduais.
A emenda individual, no valor de R$ 3 milhões, foi apresentada em 2005 para Orçamento União de 2006. Os recursos foram reservados no Orçamento naquele ano, mas o dinheiro não foi liberado. Ficou “empenhado” para ser executado nos anos seguintes. Os pagamentos ocorreram de março a julho de 2007, mas a entrega dos equipamentos começou somente no fim de março deste ano, cerca de nove meses mais tarde. A distribuição foi concluída em 27 de julho, nos municípios de Tarauacá, Jordão e Feijó. Nessas cidades, os prefeitos candidatos não participaram da solenidade.
“Uso político”
A solenidade em Epitaciolândia começou por volta das 8h, no Centro Cultural, com a presença do prefeito José Ronaldo (PSB), da prefeita de Brasiléia, Leila Galvão (PT), do senador Tião Viana e de outras autoridades locais. Foram distribuídas 135 cadeiras de rodas, sendo quatro motorizadas. Após a entrega dos equipamentos, o senador já estava no caminho de volta para Rio Branco quando foi informado de que a Polícia Federal havia chegado ao local. Ele retornou imediatamente e foi abordado pelo delegado Augusto Rézio.
“É que chegou uma denúncia de que estaria havendo uso político disso. Nós estamos cumprindo uma ordem do juiz e viemos procurar esclarecimentos”, informou o delegado. “Delegado, eu não estou entendendo. Isso é uma coisa de 2005, 2006, um programa federal, que está em absoluta conformidade com a legislação eleitoral. Não pode haver descontinuidade de nenhum programa mesmo em ano eleitoral”, justificou o senador. Ele foi até o juiz, que leu a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentou as eleições de 2008.
Segundo relato do senador, Gross teria identificado um item que permitia a entrega dos equipamentos. “Ele leu e viu que tem um item que diz que não pode haver interrupção quando é programa do governo federal”. O juiz pediu ao senador enviasse documentos que comprovassem a origem dos recursos e sua execução financeira já no ano anterior. Durante quatro horas, os portadores de deficiências foram retidos no Centro Cultural. Com a chegada de documentos enviados pela Secretaria Estadual de Saúde, todos foram liberados com as cadeiras de rodas.
Sobrou para o juiz
O juiz eleitoral Leandro Gross solicitou a fiscalização da Polícia Federal em Epitaciolândia (AC) porque recebeu informações de que a entrega das cadeiras de rodas estaria infringindo o artigo 42 da Resolução 22.718/2008 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse capítulo aponta as condutas vedadas aos agente agentes públicos em campanha eleitoral, porque afetam a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
O inciso IV proíbe “fazer ou permitir o uso promocional em favor de candidato, partido ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeadas ou subvencionadas pelo poder público”.
Mas o inciso 9º abre algumas brechas na legislação. Diz que, no ano em que se realizar a eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública. No entanto, exceção nos casos de calamidade pública, estado de emergência ou de “programas sociais autorizados em lei e já em execução no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira”. Ou seja, esse inciso diz que podem ter continuidade programas sociais já em execução no ano anterior, mas não libera o uso promocional em favor de candidato.
Mesmo com a liberação da entrega dos equipamentos, o juiz eleitoral foi processado pela Associação dos Portadores de Deficiências do Acre. O secretário estadual de Saúde, Osvaldo leal, e o senador Tião Viana apresentaram reclamação contra o juiz à Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral.
Petista diz que teve poliomielite
O senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, afirmou que a suspensão da entrega de cadeiras de rodas em Epitaciolândia “foi um ato de pura desinformação do juiz com a lei e que causou um enorme constrangimento.” Ele confirma que fez uma reclamação formal da atitude do juiz Leandro Gross. “Quando cheguei em Rio Branco, soube que até o meio-dia os deficientes ainda estavam retidos, numa situação muito constrangedora. Houve uma reclamação minha e do secretário de Saúde para o corregedor do TSE, mas só porque os deficientes ficaram muito tempo constrangidos”.
Tião afirma que seu envolvimento com os portadores de deficiência vem de longa data: “Eu tive poliomielite com um ano de idade. Na minha rua foram sete casos. Todos ficaram em cadeiras de rodas, eu não. Com terapia, evolui. É uma coisa que sempre foi muito ligada a mim emocionalmente. Em 2005, apresentei uma emenda ao Orçamento para atender todos os deficientes do Acre, que eram dependentes de cadeiras de rodas, bengala, muleta, essas coisas. Foi incluído naquele programa de pessoas portadoras de deficiência do Ministério da Saúde”.
O senador conta que a emenda foi aprovada, mas houve demora no processo de licitação e compra dos equipamentos. “O governo licitava e não apareciam empresas para atender. Eu, mesmo candidato em 2006, não quis apressar nada. Saiu agora em 2008. Ao sair, iniciou o processo de entrega de cadeiras nos 22 municípios. Como ajudei a criara a Associação dos Portadores de Deficiência, sempre participo desse movimento. Aí, eu ia junto com o secretário fazer a entrega”.
O início da distribuição aconteceu somente no fim de março. Tião justificou o atraso da entrega do material: “O problema é que as fábricas não entregavam. Não é um ato que está se criando agora. É a continuidade da execução de um programa”.
Ele afirma que não houve favorecimento político na distribuição dos equipamentos: “Epitaciolândia é um município de um perfeito de oposição. O José Ronaldo (PSB) estava disputando com um candidato do PT”. Já no período eleitoral houve entrega de cadeiras de rodas em Feijó, Jordão e Tarauacá. Nesses municípios, os candidatos a prefeito não participaram da solenidade. O Acre é o único estado em que todos os deficientes receberam cadeiras de rodas, bengalas e muletas (LV).
Ação por suspeita de uso eleitoral
O secretário estadual de Saúde do Acre, Osvaldo leal, tentou explicar porque a entrega das cadeiras de rodas só teve início no período pré-eleitoral, quando o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde foi depositado em quatro parcelas, entre março e julho de 2007. “O dinheiro foi depositado no início do segundo semestre do ano passado. Fizemos a licitação de outubro a novembro. E recebemos os equipamentos de janeiro a fevereiro deste ano. Só podemos iniciar o processo de licitação quando o governo libera a primeira parcela”.
Leal afirmou que o material adquirido foi bastante completo: 1,5 mil cadeiras de rodas normais e 300 especiais — de banho, adaptadas para crianças —, incluindo nesse grupo 50 motorizadas. Também foram adquiridos equipamentos para a montagem de cinco unidades de fisioterapia. Ele informou que a entrega foi suspensa em julho, mas será retomada após uma avaliação de novos pedidos encaminhados pela população.
O delegado Gustavo Rézio afirmou ao Correio que interrompeu a solenidade a pedido do juiz eleitoral, porque havia suspeita de uso eleitoral da distribuição de cadeiras de rodas. E acrescentou que tudo foi esclarecido no encontro com o senador Tião Viana com o juiz Leandro Gross. O juiz não quis dar declarações sobre o episódio, mas a sua decisão, registrada no cartório eleitoral de Brasiléia, diz que “uma vez comprovada possibilidade jurídica do evento, verifico que não há óbice para o seu prosseguimento. Sendo assim, determino que a decisão seja comunicada imediatamente ao delegado da Polícia Federal, visando o prosseguimento do evento”.
sábado, 6 de dezembro de 2008
IBAMA realiza operação para fiscalizar criação de pássaros silvestres
O Instituto Brasileiro de Assistência ao Meio Ambiente – IBAMA, está realizando no Acre uma operação especial através do Sistema de Criação Amadorista de Pássaros da Fauna Silvestre- SISPASS. O objetivo é verificar o cumprimento das normas aplicadas aos criadores: Se eles estão em dias com sua licença que deve ser renovada anualmente no Instituto, a movimentação de pássaros no plantel e a presenças das anílhas de identificação do IBAMA para os pássaros que fica em uma de suas pernas.
No Acre a maior quantidade de espécies criadas de forma amadora é o “Curió” e o ‘Bicudo”, más este ano foram identificadas mais duas espécies: o “Bico de Lacre” e o “Caboco Lindo”, apreendidos e soltos em Xapuri.
Ao longo da operação, foram apreendidos 21 pássaros que não portavam a anílha. Os criadores que forem flagrados com irregularidades que podem ser rapidamente corrigidas são advertidos pela equipe. Aqueles que cometem irregularidades como a falta o anel de identificação no pássaro, são autuados e recebem multa de R$ 500,00 por pássaro.
Nessa semana a equipe de fiscais do IBAMA esteve no município de Plácido de Castro onde existem 25 criadores registrados. No município foram encontradas várias irregularidades. Principalmente pássaros fora do plantel. O criador foi advertido a corrigir a irregularidade de imediato.
A analista ambiental e fiscal do IBAMA, Valdeneide Barbosa Queiroz, disse que o IBAMA concede essa permissão aos criadores amadoristas, objetivando a preservação e conservação do patrimônio genético das espécies. E é expressamente proibida a comercialização.
Valdeneide Queiroz diz ainda que muitas pessoas estão registradas no IBAMA como criadoras amadoras e não exercem a prática, o que pode acarretar dívida para a pessoa sem que ela saiba, já que anualmente é debitado na conta dela 30 reais da renovação de licença já que para o instituto ela continua registrada. Queiroz aconselha a quem não está exercendo a prática de criação de pássaro, que cancele sua licença no Instituto.
A Operação será encerrada pela equipe nesta primeira quinzena de dezembro.
Ailton Oliveira
No Acre a maior quantidade de espécies criadas de forma amadora é o “Curió” e o ‘Bicudo”, más este ano foram identificadas mais duas espécies: o “Bico de Lacre” e o “Caboco Lindo”, apreendidos e soltos em Xapuri.
Ao longo da operação, foram apreendidos 21 pássaros que não portavam a anílha. Os criadores que forem flagrados com irregularidades que podem ser rapidamente corrigidas são advertidos pela equipe. Aqueles que cometem irregularidades como a falta o anel de identificação no pássaro, são autuados e recebem multa de R$ 500,00 por pássaro.
Nessa semana a equipe de fiscais do IBAMA esteve no município de Plácido de Castro onde existem 25 criadores registrados. No município foram encontradas várias irregularidades. Principalmente pássaros fora do plantel. O criador foi advertido a corrigir a irregularidade de imediato.
A analista ambiental e fiscal do IBAMA, Valdeneide Barbosa Queiroz, disse que o IBAMA concede essa permissão aos criadores amadoristas, objetivando a preservação e conservação do patrimônio genético das espécies. E é expressamente proibida a comercialização.
Valdeneide Queiroz diz ainda que muitas pessoas estão registradas no IBAMA como criadoras amadoras e não exercem a prática, o que pode acarretar dívida para a pessoa sem que ela saiba, já que anualmente é debitado na conta dela 30 reais da renovação de licença já que para o instituto ela continua registrada. Queiroz aconselha a quem não está exercendo a prática de criação de pássaro, que cancele sua licença no Instituto.
A Operação será encerrada pela equipe nesta primeira quinzena de dezembro.
Ailton Oliveira
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
FALA GAROTINHO!
Ontem tive a felicidade de conversar por horas com uma figura lendária e carismática da radio Difusora Acreana. M. Costa, ou melhor, o famoso "Garotinho", revelou um pouco de seus 30 anos de história no radio acreano, principalmente em coberturas esportivas pelo Brasil a fora. Foi um bate papo demorado, mas muito prazeroso.
Falei para ele, que meu irmão caçula Alex é fã de carterinha dele. Alex adora ouvir nas transmissões esportivas da difurora, a famosa frase celebre do "Garotinho": - Tem gol!
Veja abaixo uma foto clicada pelo Jornalista Francisco Costa. Estavamos em um dos corredores da Uninorte.
Não reparem muito na minha a
parência( à direita). Tive um dia estressante. O momento de alegria foi ter conhecido o "Garotinho".
- Tem gol!
Falei para ele, que meu irmão caçula Alex é fã de carterinha dele. Alex adora ouvir nas transmissões esportivas da difurora, a famosa frase celebre do "Garotinho": - Tem gol!
Veja abaixo uma foto clicada pelo Jornalista Francisco Costa. Estavamos em um dos corredores da Uninorte.
Não reparem muito na minha a
parência( à direita). Tive um dia estressante. O momento de alegria foi ter conhecido o "Garotinho".- Tem gol!
CHICO MENDES NO DISCOVERY CHANNEL
SINOPSE:
Há 20 anos, Chico Mendes era assassinado no quintal de sua casa, por um tiro que ecoou por entre as matas, rios e chegou até o exterior, causando comoção e revolta dentro e fora do Brasil. O documentário mostra como uma morte, nos rincões de uma floresta tão grande, repercutiu na comunidade internacional, mudando definitivamente a maneira como o Brasil e o mundo passaram a enxergar a Amazônia.
Com uma hora de duração, CHICO MENDES, O PREÇO DA FLORESTA foi produzido pela Mixer e remonta a história do ambientalista: desde sua infância simples em Xapuri, cidade do Acre, na floresta amazônica, até os seus encontros com líderes políticos de todo o mundo em uma cruzada pela preservação da floresta.
Por meio de imagens de reconstituição e de depoimentos de membros da família, amigos e pessoas que compartilharam de sua causa, o documentário mostra como o menino Chico começou sua trajetória de engajamento: os primeiros contatos com os ideais comunistas por meio de Euclides Távora e seu despontar como líder seringueiro e comunitário. O telespectador acompanhará também sua luta pela alfabetização (única maneira de emancipação e organização dos seringueiros e castanheiros) e conhecerá a fundo o homem carismático e influente que viajava o mundo para convencer a todos o quão importante seria uma política de desenvolvimento sustentável.
Dividido em seis atos, CHICO MENDES, O PREÇO DA FLORESTA mostra o retrato do visionário, um homem à frente de seu tempo, que já na década de 1980 atentava para um perigo até então não alardeado: a ameaça silenciosa da exploração e do desmatamento da floresta. Um protetor da Amazônia e de seu povo que conseguiu unir seringueiros e castanheiros em projetos de extrativismo sustentável que provaram ser maneiras eficazes de sustento da população local e de proteção da floresta – um modelo que ia contra os interesses “progressistas” de pecuaristas da região.
Em CHICO MENDES, O PREÇO DA FLORESTA, conheça como Chico e seus companheiros conseguiram preservar e manter viva a cultura dos chamados “povos da floresta”. Hoje, vinte anos após a morte de seu amigo e companheiro, Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, Jorge Viana, duas vezes eleito governador do Acre e Mary Allegretti, antropóloga e educadora, examinam como as Reservas Extrativistas podem se tornar uma alternativa viável à exploração econômica da Floresta Amazônica.
CHICO MENDES, O PREÇO DA FLORESTA conta com apoio do artigo 39 da Ancine e foi realizado pela Mixer, com supervisão de Carla Ponte e Irune Ariztoy, produtoras da Discovery Networks e Michela Giorelli, diretora de produção e desenvolvimento para Discovery Networks Latin America/US Hispanic.
CHICO MENDES, O PREÇO DA FLORESTA
Discovery Channel
Classificação indicativa: 12 anos
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Viva Chico Mendes! Viva a Amazônia!
Tive hoje um dia ímpar. Depois de meses sem por os pés no Congresso, fui até lá. Às 11h em ponto cheguei. Ao adentrar no plenário, logo me posicionei na bancada destinada aos jornalistas credenciados da casa. Era a sessão solene pelo 20º aniversário do assassinato do líder sindical e ecologista Chico Mendes. Plenário cheio. Deparei-me com pessoas as quais não cruzava há uma década.
Sentado ao lado de meu sócio, Montezuma Cruz, e dos jornalistas acreanos Mariano Maciel e Assem Neto, pude observar, atentamente, um a um daqueles acreanos que não via há uma década.
Ali estavam o Lhé (Abrahim Farhat), um dos fundadores do PT do Acre; a Naluh Gouveia, o cantor Sérgio Souto, o Júlio Barbosa, o Raimundo Mendes Barros, o Raimundão, a viúva de Chico Mendes, Ilzamar, e a filha dele, Elenira.
Bem, diga-se, tinha mais gente do Acre lá no plenário. Mas vou ficar apenas nos acima mencionados.
Reencontrei, também, o jornalista Zeunir Ventura, a advogada Sueli Belatto (em 1990, no julgamento dos assassinos de Chico, ela atuou na acusação junto com Márcio Thomaz Bastos), a Regina Lino. Entre um discurso e outro pude conversar com o Sérgio Souto. Soube que, em 2009, ele vai lançar um novo CD.
Também conversei com o Lhé. Relembramos a época das vacas magras — aqueles tempos, por volta de 1985 — quando o Lhé, o Aníbal Diniz, a Simony D’Àvila (atual primeira-dama do Acre), o Binho Marques, entre outros, vendiam balões na praça Plácido de Castro para arrecadar dinheiro para o Partido dos Trabalhadores do Acre.
Relembramos, ainda, as várias vezes em que o Chico Mendes — após suas andanças pelos seringais e outros Estados — ia até ao jornal implorar por espaço. Sempre atencioso, o editor, o saudoso jornalista José Chalub Leite pedia que um de nós ouvisse ao Chico.
Chico Mendes passava horas a fio na redação. O mesmo fazia o Edmundo Pinto — governador do Acre assassinado em 1992, em São Paulo, e que todas as tardes, desde a época em que era vereador por Rio Branco, passava na redação para distribuir mariolas (cocadas) ‘prá adoçar a boca do povo’, como costumava dizer — e saber das notícias.
O Chico costuma sentar à mesa do Zé, de quem sempre filava um cigarro Free longo. Vez por outra, o Zé aprontava e colocava traques ou uma bala que deixava a língua ‘filador de cigarro’ azulada.
Fiquei eu e o Lhé, no cafezinho do Senado, relembrando esses e outros episódios. Tempos bons aqueles!
Saindo do cafezinho, voltei à bancada da imprensa. Vários oradores já haviam se revezado na tribuna, inclusive a senadora Marina Silva.
Naquele instante, uma moça morena, de sorriso largo, mas de voz embargada discursava da tribuna. Era Elenira Mendes, filha de Chico. Sem dúvida, o melhor discurso. Disse que, passados 20 anos da morte de seu pai, a quem considera “um anjo da floresta”, a luta em defesa da Amazônia não pode parar. E fez um apelo para que, cada um de nós, lute por condições mais dignas por nossos irmãos amazônidas.
Elenira está certa. A luta pela Amazônia não pode, e nem deve parar. O estado brasileiro precisa parar de “jogar para a platéia” e agir enquanto é tempo para evitar que percamos a nossa maior riqueza: a Amazônia.
Viva Chico Mendes! Viva a Amazônia!
Chico Araújo - Agência Amazônia
Sentado ao lado de meu sócio, Montezuma Cruz, e dos jornalistas acreanos Mariano Maciel e Assem Neto, pude observar, atentamente, um a um daqueles acreanos que não via há uma década.
Ali estavam o Lhé (Abrahim Farhat), um dos fundadores do PT do Acre; a Naluh Gouveia, o cantor Sérgio Souto, o Júlio Barbosa, o Raimundo Mendes Barros, o Raimundão, a viúva de Chico Mendes, Ilzamar, e a filha dele, Elenira.
Bem, diga-se, tinha mais gente do Acre lá no plenário. Mas vou ficar apenas nos acima mencionados.
Reencontrei, também, o jornalista Zeunir Ventura, a advogada Sueli Belatto (em 1990, no julgamento dos assassinos de Chico, ela atuou na acusação junto com Márcio Thomaz Bastos), a Regina Lino. Entre um discurso e outro pude conversar com o Sérgio Souto. Soube que, em 2009, ele vai lançar um novo CD.
Também conversei com o Lhé. Relembramos a época das vacas magras — aqueles tempos, por volta de 1985 — quando o Lhé, o Aníbal Diniz, a Simony D’Àvila (atual primeira-dama do Acre), o Binho Marques, entre outros, vendiam balões na praça Plácido de Castro para arrecadar dinheiro para o Partido dos Trabalhadores do Acre.
Relembramos, ainda, as várias vezes em que o Chico Mendes — após suas andanças pelos seringais e outros Estados — ia até ao jornal implorar por espaço. Sempre atencioso, o editor, o saudoso jornalista José Chalub Leite pedia que um de nós ouvisse ao Chico.
Chico Mendes passava horas a fio na redação. O mesmo fazia o Edmundo Pinto — governador do Acre assassinado em 1992, em São Paulo, e que todas as tardes, desde a época em que era vereador por Rio Branco, passava na redação para distribuir mariolas (cocadas) ‘prá adoçar a boca do povo’, como costumava dizer — e saber das notícias.
O Chico costuma sentar à mesa do Zé, de quem sempre filava um cigarro Free longo. Vez por outra, o Zé aprontava e colocava traques ou uma bala que deixava a língua ‘filador de cigarro’ azulada.
Fiquei eu e o Lhé, no cafezinho do Senado, relembrando esses e outros episódios. Tempos bons aqueles!
Saindo do cafezinho, voltei à bancada da imprensa. Vários oradores já haviam se revezado na tribuna, inclusive a senadora Marina Silva.
Naquele instante, uma moça morena, de sorriso largo, mas de voz embargada discursava da tribuna. Era Elenira Mendes, filha de Chico. Sem dúvida, o melhor discurso. Disse que, passados 20 anos da morte de seu pai, a quem considera “um anjo da floresta”, a luta em defesa da Amazônia não pode parar. E fez um apelo para que, cada um de nós, lute por condições mais dignas por nossos irmãos amazônidas.
Elenira está certa. A luta pela Amazônia não pode, e nem deve parar. O estado brasileiro precisa parar de “jogar para a platéia” e agir enquanto é tempo para evitar que percamos a nossa maior riqueza: a Amazônia.
Viva Chico Mendes! Viva a Amazônia!
Chico Araújo - Agência Amazônia
Acre homenageia Chico Mendes no Congresso Nacional
Perpétua Almeida lembrou o legado de Chico Mendes, que era comunista como ela, e se destacou como homem que tinha grande capacidade de subordinar os princípios à vida sem perder o sentido da sua luta.
“Os ecologistas , por seu lado, reconheceram a importância do esforço que Chico Mendes fazia pelos seringueiros e dos seus Empates na preservação da floresta. Ele percebeu que a luta dos seringueiros era uma luta de interesse da humanidade e, pouco a pouco, foi firmando a convicção de que além da exploração dos trabalhadores, o capitalismo tinha uma voraz força destrutiva que havia de ser combatida”, disse a deputada, que leu, em plenário, o famoso bilhete escrito por Chico Mendes no ano de sua morte.
Diz o documento: Atenção jovem do futuro, 6 de Setembro do ano de 2120, aniversário ou centenário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade socialista que pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade. Aqui fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte. Desculpem...Eu estava sonhando quando escrevi estes acontecimentos; que eu mesmo não verei mas tenho o prazer de ter sonhado."
Abrahim Farhat, membro do Comitê Chico Mendes e petista histórico no Acre, foi citado pelo ministro Paulo Vanucci (Secretaria Nacional de Direitos Humanos) como alguém que, numa sessão do Senado Federal, em 1987, alertou o Brasil para a tocaia que os estava sendo armada para assassinar o ecologista.
Personalidades do Acre
O plenário do Senado Federal foi aberto ao público e recebeu, durante as mais de 4 horas de homenagens, a presença de representantes da sociedade civil, artistas como a atriz Lucélia Santos e os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Paulo Tarso Vanucci (Secretaria Nacional de Direitos Humanos).
O ex-governador do Acre, Jorge Viana, o prefeito reeleito de Rio Branco, Raimundo Angelim, a ex-deputada e conselheira do Tribunal de Contas, Naluh Gouveia, secretários estaduais e municipais, advogados e ativistas de causas sociais compuseram a comitiva de acreanos na sessão presidida pelo senador e vice-presidente do Senado, Tião Viana.
O cantor e compositor Sérgio Souto reeditou apresentações sempre bastante festejadas da canção “Minha Aldeia” e fez uma reprise do musical “Assim Falou Francisco”, de autoria sua e do compositor Joãozinho Gomes.
Ângela Mendes, filha e presidente do Comitê Chico Mendes, e Ilzamar Mendes, viúva do líder seringueiro, agradeceram ao mundo a lembrança ao pai e marido. E falam eu saudades. Elas compuseram a mesa de autoridades, também prestigiada pelo fundador da Aliança dos Povos Indígenas, Ailton Klenack.
Marina emociona
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, comparou Chico Mendes a homens que, segundo ela, não podem, jamais, ser medidos pelo seu tempo, mas pela sua história. “São homens que viveram para além do seu tempo, como Nelson Mandela (líder político sul-africano), Mahatma Gandi (fundador do moderno estado indiano) e Martin Luter King (líder da resistência não-violenta).
“Estas personalidades estão imortalizadas por que cumpriram condignamente a missão de transformar virtudes em instituições”, disse Marina Silva. Ela foi aplaudida de pé após recitar uma poesia, de sua autoria, em homenagem ao líder sindical e sua “tese de vida”. Disse ela: “a agenda do extrativismo foi conquistada neste país após a morte de Chico Mendes. Ele foi capaz de antecipar, sem palavras, e apenas com atos, o ideal do sócio-ambientalismo e do desenvolvimento sustentável na Amazônia, assim como um pai planeja a vida de um filho”.
História
Chico Mendes foi fundador do PT no Acre e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Em 1985, liderou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros, que resultou na aprovação da proposta denominada União dos Povos da Floresta, unificando interesses de seringueiros e índios em defesa da Amazônia. Com a repercussão nacional e internacional do movimento, o ambientalista recebeu diversos prêmios, entre os quais o Global 500, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Como resultado das ações lideradas por Chico Mendes pela preservação da floresta, são criadas reservas extrativistas no Acre, o que contraria interesses de grandes proprietários de terras da região. Seguidas ameaças de morte recebidas pelo ambientalista são reportadas a autoridades policiais, o que, no entanto, não evita o assassinato do sindicalista, em 22 de dezembro de 1988.
Assem Neto, de Brasília
VIDA RIBEIRINHA
O ofício representa também lazer para quem mora às margens dos rios da Amazônia. A prática da pesca é ensinada quando ainda criança, afinal, é uma das formas de sobrevivência de quem mora e sobrevive da floresta. A imagem acima foi clicada pela Fotojornalista Angela Peres e a legenda é da jornalista Andréa Zílio, ambas da Secretaria de Comunicação do Estado do Acre (SECOM).
Um chopp pra distrair...
O video abaixo mostra o cantor Adil Tiscatti dando uma nova versão para a composição de Paulo Diniz, "um chopp pra distrair".
Ela passou,
Deixando um sorriso no chão
Deu um banho de beleza nos meus olhos
E aí começou o verão
Mil cores pintando o painel
Copacabana...
Ela parou,
Na loja de discos e escutou
A canção que eu fiz pra ela
A minha mensagem de amor
É tudo que eu tenho pra dar
Chorei de amor,
Eu sei, chorei de amor
E um chopp pra distrair...
Um chopp pra distrair,
Um chopp,chopp, pra distrair..
Ela passou,
Deixando um sorriso no chão
Deu um banho de beleza nos meus olhos
E aí começou o verão
Mil cores pintando o painel
Copacabana...
Ela parou,
Na loja de discos e escutou
A canção que eu fiz pra ela
A minha mensagem de amor
É tudo que eu tenho pra dar
Chorei de amor,
Eu sei, chorei de amor
E um chopp pra distrair...
Um chopp pra distrair,
Um chopp,chopp, pra distrair..
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
VAI GALILEU...
Por essa nem o Galileu esperava. A apresentadora e colunista social Beth Passos foi vitima do humorístico Pânico na TV na semana passada quando cobria o Evento Qualidade Brasil 2008,
A morena passou por uma saia justa com os repórteres humoristas Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Sílvio Santos (Welligton Muniz). Ela tentou entrevistar os dois na premiação, mas recebeu as repostas, no mínimo, grosseiras. No começo da conversa, Silvio a chamou de mulher berinjela e o repórter vesgo perguntou se ela era do sexo masculino ou feminino.
Se não acredita, acompanhe o trecho(abaixo) em que a mulher da famosa frase “nem sob tortura”, paga o maior mico. As imagens foram ao ar no último domingo, 30, mas só agora tive acesso a elas.
Veja abaixo a reportagem na integra
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Fraude nas eleições de Sena chega à Brasilia
O cruzamento das informações dos livros de assinaturas das eleições de 2006 e 2008, em Sena Madureira (AC), aponta indícios de fraude nas eleições de outubro. Foram encontrados casos de eleitores que assinaram a lista em 2006 e colocaram a digital neste ano, como se fossem analfabetos. Em algumas seções, há excesso de analfabetos (19,15% do total). Em outra situação, os eleitores “votaram”, mas não assinaram o livro. Na maioria dos casos, as assinaturas simplesmente não conferem. As possíveis fraudes estão sendo investigadas pela Polícia Federal.As suspeitas surgiram no dia das eleições, quando foi constatado que Ilzo Nascimento da Silva foi votar na seção 69, mas outra pessoa já havia votado por ele. O caso foi registrado no cartório eleitoral. No mesmo dia e também após a eleição, surgiram outras evidências de irregularidades, o que levou a coligação de Toinha Vieira (PSDB) a desconfiar da possibilidade de fraude eleitoral. A coligação solicitou ao cartório eleitoral os livros de assinaturas das eleições de 2006 e 2008 para fazer uma comparação.
Foram conferidas oito das 63 seções eleitorais do município, o que corresponde a 12,7% do total. Indícios de irregularidades foram encontradas nas assinaturas de 77 eleitores. Na seção 38, 54 dos 282 eleitores seriam analfabetos, um índice muito elevado para o município. Na seção 56, foram confirmados seis votos que estão sem as devidas assinaturas no livro. Um indício de que esses eleitores não compareceram, mas alguém votou por eles. Pode ter acontecido o mesmo nos 39 casos em que as assinaturas não conferem. Em alguns casos, são absolutamente diferentes. Como o voto é secreto, somente uma investigação policial, com o depoimento dos envolvidos, poderá apurar quem seria o responsável pelas supostas irregularidades.
Pleito acirrado
A coligação “Por uma Sena Melhor”, liderada por Toinha, atribui as supostas fraudes à coligação “Frente Popular por Sena”, liderada pelo prefeito reeleito Nilson Areal (PR), com apoio do PT, do PMDB e mais seis partidos. Areal venceu a eleição com 9.555 votos (53,7% dos votos válidos), contra 8.229 de Toinha, num colégio eleitoral de 22,6 mil votos. O Correio telefonou para a prefeitura de Sena Madureira na terça-feira à tarde e solicitou uma entrevista com o prefeito. Não houve resposta.
O juiz eleitoral que responde por Sena Madureira, Pedro Longo, disse que a denúncia foi apresentada à Polícia Federal e “está sendo investigada”. “O pleito foi muito acirrado, com representações recíprocas. Todas as denúncias estão sendo apuradas e nada vai ficar sem resposta judicial”, acrescentou Longo. Depois de consultar a PF, ele informou que estão sendo feitas as apurações preliminares. Se a denúncia for consistente, a polícia vai solicitar ao Ministério Público Eleitoral autorização para abrir um inquérito. No caso de serem encontradas provas de fraude, o promotor eleitoral apresentará denúncia à Justiça Eleitoral.
Longo disse que recebeu da coligação “Por uma Sena Melhor”, liderada por Toinha, o pedido de acesso aos livros de assinaturas de 2006 e 2008. “Em homenagem à transparência do processo eleitoral, autorizamos o acesso aos livros. Eles passaram dias analisando os documentos”, lembra. O juiz eleitoral acrescentou que foram apresentadas dezenas de representações pelas duas coligações.
Luciano Vaz - Correio Brasiliense
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