O deputado estadual Luiz Calixto, em seu blog, dispara contra o Jornalista e Cronista Toinho Alves (petista doente) em relação as afirmações de que a oposição não tem alianças políticas, mas sim “amizades coloridas”.
Veja a reposta do deputado na integra:
"O Antonio Alves, cronista da frente popular, disse que as alianças políticas no Acre podem ser comparadas com as “amizades coloridas”.
Apenas um “fica”, mas nada de compromisso sério.
Seu conceito prostituído não se encaixa nem para as alianças que se formam em torno de um compromisso político.
E nem quando têm apenas intenção de formar uma chapa para eleger mais deputados, já que sozinhos todos os partidos têm dificuldades para atingirem o coeficiente eleitoral.
Mas se ele acha que essas coligações são como"amizades coloridas", eu também posso achar que as alianças atuais do PT podem ser definidas como “suruba”.
O partido fechou com quem há até pouco tempo chamava de traficante de cocaína, ladrão e mandante de assassino.
As alianças deles foram feitas, exclusivamente, em cima de vantagens e compromissos financeiros.
É o caso do Orleir, Bestene e Narciso Mendes.
À propósito, clique e leia esta antiga matéria na revista Veja para ver as alianças do PT.
O Acre amanheceu dourado nesta terça-feira (16). A velocista deficiente visual Jerusa Santos subiu ao pódio com o bronze no peito nas Para olimpíadas de Pequim, na China.
No penúltimo dia de competição, a acreana deu um exemplo de superação e conquistou a medalha de bronze na final dos 200 metros rasos, na categoria T11 com o tempo de 26s09.
Destaque também para a brasileira Terezinha Guilhermina que ficou com o ouro na prova e a chinesa Chunmiao Wu que ficou com a prata.
Por telefone, a editoria deste blog falou com a mãe de Jerusa. Dona Sheila dos Santos ficou em estado de graça ao falar da filha. “É uma gratificação ver minha filha brilhando lá fora. Isso é fruto do trabalho independente dela. Ela nunca recebeu nenhum apoio. Me lembro quando ela ia correr na pista do SESI sem apoio algum”, desabafa a mãe emocionada.
A mãe da atleta é servidora da Escola Municipal Francisca Aragão Silva, localizada no bairro Manoel Julião. Dona Sheila disse também que a filha teve que sair do estado para obter apoio para prosseguir no atletismo.
Nós últimos meses, Jerusa vinha treinando na cidade de Cuiabá. Sem apoio no Acre, ela foi obrigada ir para outro estado atrás de patrocínio.
Mais uma vez a Parada Gay realizada neste ano com o tema “Sou Cidadão, mereço respeito - Por um Estado Laico de Fato”, virou palco para promover políticos e não a causa que os homossexuais tanto defendem.
Pra começar, A deputada Federal Perpétua Almeida (PCdoB) junto com o deputado Nilson Mourão (PT) tomaram de conta do principal trio elétrico do evento. De fato, falaram bem, mas não deixa de ser pura politicagem para promover a Frente Popular na capital. Afinal de contas, o atual prefeito Raimundo Angelim (PT) não deu as caras. Os deputados apenas fizeram uma espécie de “tapa buraco”.
Por outro lado, a alegria do público GLBT, apoiada por milhares de famílias que acompanharam a concentração na Gameleira até o estacionamento da Arena da Floresta fizeram com que a festa tivesse um brilho a mais, ou melhor, purpurina.
Cerca de 40 mil pessoas compareceram ao evento. Umas foram olhar por curiosidade, outras foram fazer tumulto, mas a grande maioria tinha um pensamento na cabeça: o fim do preconceito.
Atualização às 02h06: Não ví Germano Marino, ex-presidente da Associação dos Homossexuais do Acre e atual candidato a Vereador pelo PT em Rio Branco, alguém viu??
Marqueteiro do PMDB insinua que Vagner Sales (seu candidato) mente e as mulheres de Cruzeiro do Sul são prostitutas.
O texto foi retirado da coluna do Editor da folhadoacre, mas por motivos que somente deus e a cúpula do PMDB sabe, foi deletado do site.
Amado mano potiguar, a demora, ás vezes, se faz necessária. Nunca se justifica, mas carece de existir. É na demora que me reciclo e me entrego aos prazeres do ócio, da irresponsabilidade, do paraíso da rede e da delícia da cerveja bem gelada que, simplesmente, bebê-la, precisa ser profissão e ofício bem remunerado.
Cá estou pelas bandas do Juruá, na fronteira peruana com o Amazonas quase infinito (metáfora sem-vergonha), sorvendo a caboclagem das morenas politicamente incorretas que, decididamente, não gostam de ver pau em pé.
Cruzeiro do Sul é uma cidade interessante, acidentada, parece nossa Petrópolis, tantos são os morros. Encontrei por cá o Fé em Deus. Disse ele que se morasse aqui ficaria rico alugando skate no topo das ladeiras e vendendo iodo e mercúrio cromo nos sopés.
O Igarapé Preto, com sua água gelada, mais parece um poço de espermas, embora seja altamente propício para curar ressacas. Cruzeiro do Sul não é uma Sodoma, mas não é hipócrita. Com certeza, moraria aqui, se a paixão me tocaiasse.
Por esses dias me senti um Mário Quintana, morando em hotel, escrevendo poemas em bares e cheio de amor platônico pelas brunas lombardis da vida. Essa metáfora, nada sem vergonha, representa a vida onde somos hóspedes e vítimas das trágicas paixões. Escrever é o que resta, o que importa, o que é preciso.
Por esses dias também encontrei por aqui um tenente coronel bastante famoso. Ele atende pelo nome de Marcos Pontes e já esteve no espaço sideral, o que nos dá uma baita inveja porque não se trata de metáfora, mas palavra literal. Fazia ele um material para uma rede nacional de TV sobre a proteção da Amazônia. É boa pinta e boa praça.
Querido mano potiguar, é vero que vou ficar por aqui, todo o período eleitoral, escrevendo as agruras e as delícias de um candidato ungido pelos miseráveis e predestinado à vitória, vivendo a experiência inédita de marqueteiro interiorano, incapaz de descobrir, e compreender, qual um Renato Russo amazônico, por que a mentira, às vezes, deixa a pessoa mais forte.
Aqui, no extremo oeste brasileiro, a vida não é drummoniana ou itabirana, a vida aqui é cheia de energia, de daime, de vacina de sapo, de tacacá, de farinha de primeira, de feijão arromba-homem, de morena trigueira (que também arromba homem), de mandim, de açaí e de olhares de soslaio, que não significam desdém, mas indício de alguma mensagem secreta criptografada pelas retinas das meninas que não são tão meninas assim.
Cruzeiro do Sul, mano potiguar, me apetece, mas Rio Branco não é um quadro na parede, mas uma verdade pungente que me assola o coração, quando penso num menino de três aninhos me olhando com a ternura que nunca pensei merecer.
Devo voltar, mano potiguar. Voltar para minhas dores, minhas saudades, minhas esquinas, meus oficiais de justiça, meus bêbados, meus inimigos e minhas indulgências. De lá, te escrevo, afinal, notícias são minhas matérias primas. Um beijo na Liberdade, outro nas meninas, e mais um nos poucos amigos.
Antonio Stélio - Editor do site folhadoacre.com e MARQUETEIRO DA CAMPANHA DO CANDIDATO DO PMDB A PREFEITURA DE CRUZEIRO DO SUL, VAGNER SALES.
Seu pai e sua mãe têm dois testículos. Ambos de seu pai, evidentemente, já que sua mãe – se for daquelas mães tradicionais – deve ter nenhum. No entanto, estatisticamente posso fazer o seguinte enunciado:
- Seus pais têm, em média, um testículo cada um.
Imaginou a cena? Seu pai e sua mãe, cada um com um testículo? Parece absurdo, não é? Mas estatisticamente está correto. O erro então é de quem? Da estatística? Do estatístico? Ou da interpretação que costumamos fazer das estatísticas?
Nos períodos eleitorais as estatísticas ganham as páginas dos jornais e revistas e as ondas das rádios e das televisões. Principalmente através de pesquisas, instrumentos fundamentais para os marqueteiros que empacotam muitos dos punguistas candidatos.
Nas mãos de quem sabe usar, estatísticas são armas. Nas mãos de quem não sabe interpretá-las, são armadilhas. E nas mãos de quem sabe manipulá-las, instrumentos de poder.
O IBGE, por exemplo, anunciou algum tempo atrás o resultado de uma grande pesquisa sobre o perfil da população brasileira, revelando que somos um país que caminha para a maioria de negros. Mas quando verificamos as bases da pesquisa, descobrimos que, para efeito de classificação estatística, qualquer pessoa que não seja branca, é negra. Um negro casa-se com uma branca. Têm um filho mulato que, para efeito da pesquisa, é considerado... negro. O resultado estatístico é corretíssimo. Mas a artimanha da classificação em brancos e negros é questionável. Até mesmo moralmente. O filho do casal deveria ser considerado branco? Claro que não. Nem negro. Mas quem categorizou as – digamos – “etnias” não considerou os mulatos. Ou é branco, ou é negro. E o resultado da estatística está aí, sendo utilizado para propor políticas públicas, definir orçamentos, alimentar Ongs e as tais cotas raciais.
Outra pesquisa recente apontou que o Brasil é um país onde a maioria das pessoas é de classe média. Basta olhar a classificação utilizada para determinar “classe média” para entender os objetivos da pesquisa. Você acredita sinceramente que uma pessoa que ganhe um salário de mil e seiscentos reais é “classe média”? Para a pesquisa, é. E tome manchetes...
Em minhas palestras utilizo vários exemplos de como as estatísticas e os números absolutos são usadas para manipular a opinião pública. Um que gosto muito, pelo didatismo, capturei numa edição da Gazeta Mercantil de 30 de abril de 1999. O texto dizia assim: “O Indicador do Nível de Atividade da indústria paulista caiu 5,7% em março, em comparação ao mesmo período de 1998. Em relação a fevereiro, o crescimento foi de 2,67%.” Analisando o texto pela comparação março de 1999 com março de 1998, o título seria “Nível de atividade da indústria cai 5,7%”. Se a comparação fosse feita entre março de 1999 e fevereiro de 1999 o título seria “Nível de atividade da indústria sobe 2,67%.”. Qual título você acha que foi publicado? Claro que o “cai 5,7%”, não é? Título correto, representando uma verdade absoluta! Mas que ganha outro significado quando analisamos as tendências. Caiu? Caiu. Mas está subindo.
É impossível analisar uma estatística sem conhecer o contexto. É impossível contar alguma coisa sem defini-la, sem categorizá-la, sem traduzi-la para indicadores que possam ser medidos. E quem define e categoriza as coisas? Quem definiu que mulato é negro? Quem definiu que mil e seiscentos reais é padrão para classe média? E essa categorização foi feita com que objetivos?
Prestem atenção, meus amigos! Quem define e categoriza o que será medido pode manipular qualquer resultado estatístico.
Pode até colocar um testículo na sua mãe.
Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista. Faça parte do Movimento pela Despocotização do Brasil, acesse www.lucianopires.com.br.
O colunista Alex Thomas em pose, rumo ao municipio de Boca do Acre, na divisa do Acre com o Amazonas. Para ajudar a decifrar o "enigma", reparem na placa atrás do bom moço.
Com certeza não é Márcio Bittar que, há tempo, deixou de sê-la, uma vez que anda em companhia de elementos que, no plano nacional, dão sustentação incondicional ao governo Lula. Mantém negócios bovinos com o governador Eduardo Braga (PMDB) que, nas eleições passadas, financiou a tal de caravana da cidadania. É Ciro Gomes (PSB), de quem foi seu confiável assessor, quando este foi Ministro de Lula. É PPS, partido autenticamente de oposição? O presidente nacional do PPS, ex – deputado federal Roberto Freire, deveria tomar algumas providências com esse rapaz que, cada vez mais, desonra os ideais do partido no Estado do Acre. As três derrotas seguidas nas eleições de 2002, 2004 e 2006, são sintomáticas. Faltou-lhe o espírito oposicionista para chegar lá. Não convenceu como liderança de oposição, também porque não vive o dia a dia do povo acreano, a quem, quando aparece na telinha da TV, de longe, manda beijinhos de afeto e muito amor. Passa o tempo todo na moita, aguardando o instante oportuno (as eleições) para atacar o eleitor em cima das urnas eletrônicas.
O povo acreano percebeu o jogo maroto desse Bittar que, estando num partido de tradição ideológica coerente e decente, faz de conta de seus princípios verdadeiramente de oposição para aprontar jogadinhas de mau gosto, ousando penetrar em partidos que são incontestavelmente de oposição, como PSDB e DEM.
A verdadeira oposição não precisa de lideranças, como a de Bittar, ideologicamente confusas, sem propostas verdadeiramente alternativas, eticamente duvidosas, politicamente híbridas, personalistas, egocentristas, autoritárias, arrogantes, arbistrárias, sufocantes, presunçosas e soberbas.
A verdadeira oposição deverá estar com o povo, sentir de perto as suas agonias e a sua dor. Não dá consolo à distância, usando as inserções gratuitas do partido para mostrar-se misericordioso e benevolente. Não vive no planalto central, cômodo e confortável, passando os fins de semana entre amigos, engolindo pedaços de churrasco de carnes engordadas no vale do Acre e, entre uns goles e outros, apesar da lei seca, rindo à toa dos índices de pobreza do povo acreano.
Infelizmente, tem gente que gosta dessas lideranças de “oposição”. Confia cegamente nesses monstros da política por conta de tapinhas nas costas, apertos de mão
e beijinhos ajustados que recebe na véspera das eleições, quando, em verdade, faz parte de uma farsa bem montada, pois não tem direito de sentar em suas mesas abundantes e suculentas.
A verdadeira oposição deverá fazer urgentemente uma varredura cuidadosa dessas falsas lideranças, que ainda se aninham em seu meio, que nada têm a ver com o modelo político que pretende implementar e que ostentam condutas de alto risco para a sociedade,
A verdadeira oposição rejeita candidatos “laranjas” que, de fato, chuparam esse agrume, aliás delicioso e de qualidade terapêutica comprovada, por mais de uma vez. A história política recente do Acre depõe contra esses políticos “laranjas”. Basta conferir os arquivos do TRE/AC.
A verdadeira oposição não mente. Resiste. Não se entrega. Sabe que um dia triunfará.
José Mastrangelo, Filósofo,Teólogo e colunista da Folha do Acre.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirma que a 6ª Vara Criminal Federal concedeu à PF o acesso aos cadastros e ao histórico de ligações de todos assinantes
Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo neste domingo (3) mostra que a equipe da Polícia Federal que comandou a operação Satiagraha teve acesso ao cadastro completo e ao histórico de ligações de qualquer assinante das companhias telefônicas que atuam no Brasil. De acordo o jornal, o acesso total não está previsto na lei 9.296, a “lei dos grampos”, mas vem sendo concedido com freqüência por alguns juízes de primeira instância. Desembargadores federais, e o Ministério Público, no entanto, costumam se opor à prática.
Na operação Satiagraha, a autorização da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. De acordo com a Folha, a autorização obriga as empresas de telefonia a fornecerem uma senha genérica à PF a seus sistemas, o que dá aos investigadores acesso aos dados seguros dos usuários. Gravações das ligações, no entanto, não podem ser feitas.
Um juiz federal do Mato Grosso do Sul ouvido pelo jornal afirmou que a autorização é dada para tornar mais rápido o trabalho de investigação. Segundo ele, caso a Polícia Federal requisite uma ordem ao juiz determinando que a empresa telefônica forneça o cadastro e o histórico de ligações do dono do número grampeado, os dados podem demorar até uma semana para chegar aos investigadores.
A opinião do juiz federal está longe de ser unanimidade. Durante as investigações da Satiagraha, segundo a Folha, a Vivo enviou um ofício ao juiz responsável pelo caso, Fausto Martin De Sanctis, afirmando que o Ministério Público entende que o fornecimento da senha não tem base legal e fere o direito constitucional do sigilo de dados pessoais. A operadora diz ainda que o sistema “dá margem a abusos”, pois os investigadores podem acessar qualquer número, e não apenas aqueles que aparecem nos grampos telefônicos.
O delegado Protógenes Queiroz, que comandou as investigações, não comentou as denúncias. A Polícia Federal informou apenas que se limita a buscar os dados dos números de telefone de onde partiram ligações para os acusados.
Legislação
A operação Satiagraha, realizada no início de julho, primeiro ganhou notoriedade por mirar o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o empresário Naji Nahas, e alguns de seus sócios que, segundo a PF, são responsáveis por vários crimes, como desvio de dinheiro público e evasão de divisas.
Em um segundo momento, com o vazamento do inquérito para a imprensa, a forma como a PF investigou o caso ganhou mais destaque que as denúncias. Protógenes Queiroz, acusado de abusos, especialmente no que dizia respeito aos grampos telefônicos, acabou afastado da investigação.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do Congresso mudanças na “lei do grampo”, e deve mobilizar a base do governo na Câmara e no Senado para modificar o texto. Uma das principais mudanças deve ser justamente na possibilidade de a Polícia Federal ter acesso a essa senha genérica. De acordo com a Folha, no atual texto da lei, de 1996, não há referência a essa prática pois, na época, a tecnologia existente não permitia o acesso aos sistemas das empresas telefônicas. Da Redação Revista Época
O acreano João Ricardo Oliveira da Costa, ou apenas Ricardinho, tem 26 anos, é baixista e um dos fundadores da banda de heavy metal Silver Cry, desde 2000. Também fez participações em bandas de grandes nomes da música acreana como Heloy de Castro e Clenilson Batista. Graças à carência de lugares para tocar um som mais pesado, juntamente com amigos, teve que acumular as funções de músicos e produtor de eventos do estilo.
Dessa parceria entre amigos, nasceu aí a Dream.Cry Produções, onde as decisões não são concentradas em uma pessoa em específico, mas no debate entre seus integrantes. A produtora, entre outros eventos, tem como atração principal o Feliz Metal.
A caminho da 5ª edição, o Feliz Metal é hoje um dos maiores eventos do gênero na região Norte, inclusive com matérias na grande imprensa especializada. O festival é realizado na noite de natal e além de movimentar o heavy metal em Rio Branco, também coleta alimentos para comunidades de baixa renda.
Ricardinho fala sobre o crescimento da cena metaleira, produção independente, a importância das coberturas dos eventos, entre outros temas. Confiram a entrevista.
Grito Acreano - Como você analisa a cena de heavy metal no Acre?
Ricardinho – Em termos de shows, não vem acontecendo com a freqüência de anos atrás. Antes nós “ralávamos” mais porque nem todos precisavam trabalhar, sobrando tempo para se dedicar na produção de eventos. Porém, hoje os integrantes da cena estão mais conscientes e maduros. Os produtores de show de metal têm planos de fechar um calendário de eventos para o próximo ano, com eventos melhores e mais organizados, potencializando e fornecendo boa estrutura para o público e os músicos. Por exemplo, com a expectativa de que todo mês de junho acontece o [Festival] Metal Selvagem, em junho é vez do Norte Noise, dezembro é a vez do Feliz Metal etc. Essa ansiedade gerada pelos festivais incentiva as bandas a ensaiar, compor e fazer um bom trabalho. A idéia é que esses shows entrem no calendário da Fundação Garibaldi Brasil [órgão de cultura da prefeitura de Rio Branco].
GA - Quais os motivos para que o Acre tenha um número relativamente bom de bandas e fãs de heavy metal? Ricardinho – O esforço da galera que produz eventos aqui. Além disso, tem a falta de opções em Rio Branco e que, consequentemente, une aqueles que buscam alguma forma de lazer. A pessoa vai ao show de metal junto dos amigos e acaba gostando. Outro ponto que incentivou foram alguns shows com bandas de reconhecimento nacional como o Mário Linhares (ex-Dark Avenger), Eterna, Glory Opera, Steel Warrior etc.
GA - Como surgiu o Feliz Metal? Ricardinho – Surgiu a partir da falta de eventos de heavy metal. Eu, Bala, Saulo, Igor, Victor, Fábio Kill [membros da Dream.Cry, na época], juntamente com nossos amigos, começamos a catar latinhas – muitas utilizadas por nós mesmos que bebíamos muito (risos) – e com alguns apoios da iniciativa privada conseguimos promover essa primeira edição. A entrada era apenas o quilo de alimento, que foi utilizado para doações para algumas comunidades carentes. Com o tempo mudaram alguns integrantes da Dream.Cry, e o evento passou a contar com ajuda do governo, algo como o pagamento do som do evento.
GA - Suas considerações finais aos leitores.
Ricardinho – Acho interessante e mais um incentivo às bandas uma cobertura séria sobre os eventos de diferentes estilos musicais. Resenhas e críticas falando o que foi bom e o que foi ruim só ajudam para o crescimento da cena. É chato receber uma crítica negativa, mas se a banda for inteligente, ela vai saber melhorar a partir dos erros apontados.
*Esta entrevista foi postada originalmente no site: www.tomarrock.com