sexta-feira, 16 de julho de 2010

O PLÁGIO

Nesta quinta-feira, 15, a empresa detentora da publicidade e propaganda oficial do governo do Acre, Cia de Selva lançou o jingle e clipe da campanha da Frente Popular do Acre, intitulado “Pra você vencer na vida”, na voz do cantor Álamo Kario.

A peça traz como salvadores do Acre os candidatos Tião Viana (governo), Jorge Viana e Edvaldo Magalhães, ambos senadores.

No entanto, em um reunião com alguns amigos, foi mostrado a mim o vídeo e jingle da campanha do candidato ao governo do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV). A letra e música são diferentes das cantaroladas pelo compositor acreano Álamo Kario, mas o video...plágio.


"Pra você vencer na vida", de responsabilidade da Cia de Selva


E "O Rio de Gabeira", candidato ao governo do Rio de Janeiro

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ESFOLARAM O PINTO

Fonte: A Gazeta do Acre

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A CAPRICHOSA ARTE DE DESEMPREGAR

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), João Francisco Salomão, publicou no último dia 7 (sábado) um artigo intitulado “O pecado original de empregar”, que todos deveriam ler com atenção pela competência com que defende a perspectiva do empresariado acreano. Salomão segue a cartilha nacional definida por sua classe, a classe dos patrões, para apresentar uma agenda local nos jornais de maior circulação do Estado.


No mesmo estilo dos periódicos veiculados por associações patronais, sempre ciosas na difusão de idéias importantes para si mesmas, o texto levou à imprensa diária bordões próprios daqueles panfletos: o emprego prejudica a empresa, inviabiliza a atividade produtiva! Abaixo os impostos! Como sempre ocorre em períodos eleitorais, os empresários acentuam as suas pautas que são apresentadas à sociedade como constatações gerais da própria sociedade, e não deles mesmos.


Mas os fatos que embasam qualquer pleito podem ser analisados, discutidos, e isso mostra até onde servem para sustentar reivindicações.


Assim sendo, vamos aos fatos!


No primeiro parágrafo o autor argumenta que a “contratação de um funcionário com carteira assinada” exige do empregador o pagamento de “67,53% dos vencimentos”, que seriam “referentes aos encargos trabalhistas e previdenciários sobre o salário”.


Pois não exige.


Primeiro porque parte daquilo que o próprio texto denomina “encargos e tributos” é descontada direta e integralmente dos salários mensais dos trabalhadores – o INSS, por exemplo. Aliás, no tocante à Previdência, o trabalhador não pode sacar a própria contribuição e renegociar depois. Mesmo assim esse recolhimento tem uma função social inegável, pois paga as aposentadorias de quem trabalhou a vida inteira, paga os salários de quem adoeceu produzindo riquezas para os empresários, paga os afastamentos temporários por doenças, acidentes e outros motivos. O INSS, descontado dos salários brutos (e não das empresas, como o texto afirma), paga a assistência à saúde dos trabalhadores brasileiros garantindo corpos sadios para o desgaste no processo de produzir patrimônios privados.


Um ponto curioso da argumentação é o que Salomão define como “INSS a maior”. Sabe-se que a alíquota máxima de desconto para o INSS, calculada sobre o salário bruto é de 11%. O “INSS a maior” configura-se nos casos em que são recolhidos percentuais acima disso, mas atenção: o INSS devolve a diferença recolhida além do teto (ou, “a maior”).


O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), por sua vez, foi uma exigência do próprio empresariado organizado e fortalecido pela Ditadura Militar de 1964, no contexto de repressão da liberdade de organização e expressão da cidadania. Em 1966 os empresários impuseram várias mudanças na legislação trabalhista que anularam a estabilidade empregatícia após 10 anos de trabalho. Em troca eles – os empresários – criaram o FGTS.


É por esta razão que o trabalhador não tem acesso a esse dinheiro imediatamente (a não ser na demissão). Os patrões, ao inventar o FGTS, impuseram regras para acessá-lo: somente quando os trabalhadores fossem demitidos ou por morte. Os militares criaram então o Banco Nacional de Habitação (BNH), que concentrava o manuseio do FGTS e financiava a construção de casas próprias para os trabalhadores de menor salário.


Quem construía essas casas? Empresas de construção civil, empreiteiras, escritórios de engenharia e arquitetura, lojas de materiais de construção – ou seja, o grosso de todo o “empreendedorismo” que “desbravou” o Acre a partir dos anos 60. A profusão dessas empresas na zona urbana rio-branquense, ao longo dos anos 60 a 80, foi um espetáculo curioso para olhos leigos. Mas eis aí a explicação.


O FGTS não só financiava grande parte desses negócios como ainda garantia o mercado de toda a cadeia produtiva do Acre pós-borracha: cimento, tijolo, telha, areia, barro, materiais elétricos etc. Isto sem falar no efeito amortecedor das crises, pois empregava trabalhadores de menor qualificação expulsos dos seringais pelo crescimento econômico da Ditadura Militar.


Na década de 90 o FGTS financiou o ainda o Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAT), disputado como um butim pelos ggrupos financeiros que buscavam incorporar aos seus patrimônios os encargos e juros pagos pelos trabalhadores nas numerosas parcelas da casa própria. Os que conseguiram, cresceram, expandiram atividades e são hoje os parceiros do nosso processo de “desenvolvimento sustentável”.


Aqui e no resto do país, banqueiros, financistas, industriais, construtores e comerciantes em geral organizam parte de seus negócios contando com essa fonte de apropriação privada. Aliás, haveria uma comoção nacional se ganhasse força a idéia de distribuir todo o FGTS já recolhido, acrescido da incorporação financeira, para todos os trabalhadores credores. É por isso – atenção, diretores da FIEAC – que o fundo não acaba!


Já os salários, férias, 13º, aposentadoria, jornada de trabalho, descanso semanal remunerado e outros, são direitos confirmados pela Constituição de 1988 como tentativas de construir uma sociedade democrática com partes desiguais. Sem contar que já é senso-comum muitos trabalhadores serem convidados a relativizar tais direitos em troca de “vestir a camisa da empresa”, “mostrar serviço” e coisas do tipo.


Ou não é assim que se “cresce na firma” hoje em dia?


É no mínimo curiosa a defesa da flexibilização dos direitos do trabalhador, quando se sabe que o crescimento da massa salarial permite a realização dos ciclos econômicos, a circulação das mercadorias e engorda os bolsos dos empresários. Portanto, a FIEAC deveria dizer em alto e bom som: Viva o emprego e os direitos sociais!


Mas isso não ocorrerá. Somente escamoteando esses dados é que os empresários conseguirão fazer a sociedade agradecer pelo emprego e aplaudir o fim dos “encargos trabalhistas e previdenciários” como se fosse uma conquista para todos. Mas não é. Vagas de emprego exigem qualificação, que pressupõe investimento que por sua vez requer alguma reserva salarial.


Como pode haver reserva, como existiria salário, entre desempregados sem qualificação? O que espera essa gente, a não ser subempregos subassalariados, temporários, "voluntários" etc? O artigo não responde.

Parodiando o texto “salomônico”, isto sim é um pecado. Só não é original.

*Josafá é jornalista

PERU SEM MISTICISMO

*Diego Gurgel

Começar uma viagem internacional sempre é uma decisão cheia de cuidados e muito cálculo. É sempre difícil sair do país quando pensamos em dinheiro, e na burocracia envolvendo passaportes e vistos.

Uma opção pra quem quer simplicidade na hora de atravessar fronteiras e conhecer uma das sete maravilhas do mundo é o Peru, país vizinho que está ao alcance até mesmo por terra.

Esta viagem é feita pelo trecho conhecido como corredor viário interoceânico sul. Começando a viagem desde Rio Branco, pegamos a BR-317 e chegamos à Assis Brasil, onde passamos pela primeira "barreira burocrática": a alfândega, onde devemos declarar equipamentos eletrônicos, como laptops e câmeras digitais com seus respectivos números de série.

Os registros comprovam que os objetos são os mesmos que entraram e que podem voltar na bagagem sem ameaças de eventuais confiscos.

Vale lembrar que excedendo seu valor de compra que é de US$ 300,00, algo em torno de R$ 570, é preciso pagar as devidas taxas, chegando a 50% do valor daquilo que ultrapasse o limite.

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Burocracia de entrada - Percorreremos mais alguns quilômetros até Iñapari, onde encontraremos a primeira barreira fiscal do lado peruano e onde devemos descer e fazer os trâmites legais de entrada no país, que envolve carimbos e autorizações.

Um detalhe importante: não é necessário apresentar passaporte para entrar. Basta apresentar sua identidade, desde que ela tenha sido expedida até dez anos atrás.

É muito importante que você faça esse processo. Caso contrário, você pode pagar multas altas nos hotéis por onde passar, e nas pior das hipóteses, ser mandado de volta para o Brasil.

Uma dica importante: essa é a hora de trocar seus reais pelos soles, pois vai ser difícil alguém aceitar sua moeda brasileira a partir daí.

Primeira "parada" - Após percorrer mais 2 horas e meia, chegamos à Puerto Maldonado, cidade pacata, com bons hotéis e restaurantes e uma ótima opção para fazer a primeira parada e recarregar as baterias, depois de uma jornada de ao menos 560 quilômetros desde Rio Branco, atravessando o rio Madre de Dios de balsa.

Um detalhe interessante no Peru é que todos os estabelecimentos possuem placas indicativas de que ali é um lugar seguro em caso de tremores de terras.

Já alcançamos metade do caminho até Cuzco. Mas é a partir desse ponto que os níveis de dificuldade aumentam.

abalos sismicos
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em obras puerto maldonado
puerto maldonado

Podemos afirmar que atravessaremos o ponto mais crítico -- a cordilheira dos Andes, onde há o único pedaço não asfaltado do trecho Puerto Maldonado-Cuzco.

Vários aspectos devem ser analisados ao se planejar atravessar os Andes de carro. Entre elas está a potência do motor, atingido de forma implacável pelo oxigênio rarefeito. O veículo diminui a força na hora da subida, na mesma proporção em que suas forças também são minadas no chamado "mal da altura". Sensações de desconfortos respiratórios não são mais raros.

Embora a estrada tenha um trecho não asfaltado, isso não significa que você irá ter problemas com atoleiros, já que esse pedaço, de aproximadamente 50 quilômetros, é feito todo de cascalho, com algumas pontes, e homens trabalhando ao longo da estrada. Nada assustador.

trechoasfalto antes dos andes
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"Subindo" os Andes

Passando por esse trecho, começamos a "subir", passando por vilarejos humildes e pacatos. Iremos percorrer 510 quilômetros até Cusco, um caminho sinuoso, e com asfaltamento impecável, assim como toda sua infra-estrutura de drenagem e sinalização, deixando o viajante bem tranqüilo.

estrada andes e vilarejos
estrada andes e vilarejos
estrada andes e vilarejos1
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Um dos sintomas que indicam que estamos subindo, são pequenos estalos no ouvido, respiração ofegante, às vezes uma leve tontura, mas nada que comprometa seus reflexos, uma vez que a velocidade não alcança os 60 km/h no trecho montanhoso. Você perceberá também que seu veículo não responde bem à potência real do motor, uma vez que ele precisa de oxigênio para o bom funcionamento, e o ar começa a ficar rarefeito.

Depois de alcançar até 4800 metros de altitude, começamos a descer as montanhas em direção à cusco. Até lá, o visual é de tirar o fôlego, literalmente, com montanhas altíssimas que mais parecem ter saído da tela do cinema.

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pachacutec_cuscoEnfim, Cuzco - Chegando à lendária cidade de Cuzco nos deparamos com uma estátua de pachacutec. Vale lembrar que para viajantes mais extremos, há possibilidade de fazer esse trajeto (Rio Branco-Cuzco) de uma só vez, sem grandes esforços.

Cuzco tem aproximadamente 300 mil habitantes e é rodeada por montanhas. Os peruanos são muito receptivos, e em Cuzco já estão acostumados a receber turistas. Portanto, não será difícil achar hotéis, ou até mesmo "hostales", termo usado para designar o que chamamos de hospedarias.

Os valores variam de 50 soles a 380 soles, se você deseja ficar em hotéis temáticos, com chá de coca e balão de oxigênio, na recepção, e internet e aquecedores, nos quartos.

Você não terá problemas para ser compreendido pelos peruanos se conversar devagar e com gestos.

Uma curiosidade que você encontrará no Peru: toda cidade tem uma praça de armas. Na de Cuzco se encontram todos os turistas, pessoas chegando à cidade, mochileiros, várias línguas sendo faladas, pessoas oferecendo serviços como city tours, passeios para o vale sagrado de Macchu Picchu, ruínas incas, convites para boates, trigo para os pombos e até massagem!

plaza de armas centro de cusco
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Passeios e lugares místicos - Você poderá fazer todos os passeios que Cuzco oferece, dependendo da sua disposição. O que se sugere é que você gaste pelo menos quatro dias pra conhecer tudo.

O mais simples é o city tour, que custa em média 15 soles. É um passeio de sprinter (Van), pelos locais tradicionais de Cuzco, com um guia narrando histórias e datas históricas a respeito de Cuzco e sobre a chegada do conquistador Pizarro e seus feitos.

O mais cobiçado quando se fala de Cuzco é a cidade sagrada de Macchu Picchu. O que muita gente não sabe é que Macchu Picchu fica em Cuzco.

Esse passeio pode ser feito em 24 horas, indo num dia e voltando no outro. É possível ainda fazê-lo inteiramente à pé pela famosa trilha inca.

Esses passeios variam muito de valor, podendo chegar a até US$ 500 dólares, cerca de R$ 950.

Outro passeio, considerado um dos mais importantes, é o que leva ao Vale Sagrado, conjunto de cinco cidades que possui impressionantes ruínas. Este pode ser feito em um dia apenas.

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Se você quer visitar algumas ruínas sem gastar muito, você pode ir de táxi mesmo, partindo da praça das armas e subindo até o Cristo Branco, um lugar de onde você observa a cidade inteira de Cuzco do alto. O pacote inclui as ruínas de Saqsayhuaman, onde acontece a Festa do Sol, o Inti Raymi.

Tudo isso custa apenas quatro soles, no mais caro. Se você pedir ao taxista que espere para o retorno, o custo é de oito soles.

Um detalhe importante: se você quiser adentrar a esses locais, você precisa de um passe, chamado de passe turístico e que custa 70 soles. No caso do passeio alternativo de táxi, o turista só paga o taxista.

Se você gosta de fotografar, Cuzco é cheio de surpresas, como os próprios moradores.

As igrejas são de arquitetura barroca européia e incaica e artistas de rua, feiras, e belezas naturais podem ser uma opção de diversão.

arquitetura barroca europia
arquitetura barroca europia
catedral plaza de armas
fontes e monumentos plaza de armas cusco
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Culinária e artesanato - Não é difícil perceber que os peruanos adoram frango com batatas, o chamado Pollo con papas (se pronuncia pôlho).

Mas como Cuzco é cosmopolita, você encontra as cozinhas incaica, italiana, francesa, brasileira, e também redes de fast food famosas, como a MacDonald's, por exemplo, que em Cuzco foge do padrão mundial, tendo desenhos Incas no seu interior. Ali, o Mac Chicken, um dos lanches mais comuns da rede, é chamado de "Pollo Classic".

Um prato muito exótico e tradicional é o Cuy, que é um parente do porquinho da índia.

Sua apresentação não é das mais agradáveis, mas é muito delicioso quando bem preparado.

Também é muito comum você encontrar feiras de artesanato ao ar livre, que exibem vestuário local feitos de alpaca, os chullos, que são colares e jóias muito bem feitos e bem tradicionais.

As "cholas" carregam sempre suas lhamas ou alpacas para que você tire fotos, pagando o valor simbólico de um sol.

Noite cuzquenha - A noite de Cuzco é bem animada para os que são da "balada romântica". Para os casais a cidade se torna um prato cheio, sobretudo àqueles quem procuram um passeio ao ar livre.

Mas se você caminhou demais e se sente cansado, com dores de cabeça, pode aliviar os sintomas tomando pílulas para "Soroche", como é chamado o mal da altura, ou mesmo tomando o chá de coca.

Após conhecer a cidade de Cuzco e suas maravilhas no entorno, é hora de arrumar as malas e partir para Puno, cidade onde conheceremos o lago Titicaca, o mais alto do mundo, com suas ilhas flutuantes, as ilhas de Uros.

Veja mais fotos aqui

*Diego Gurgel é fotógrafo, mas se arrisca, e bem, nos textos jornalísticos.

domingo, 6 de junho de 2010

JOHN LENNON - COME TOGETHER

sábado, 5 de junho de 2010

MOISÉS DINIZ COMENTA

Recebi um comentário no meu blog, na postagem "O mensalão, os deputados e o blogueiro". Só que , me parece, é endereçado ao Blogueiro Edmilson Alves.

A esplanação é do deputado comunista Moisés Diniz (PCdoB), lider do governo na Aleac.

Eis o conteúdo:

"Caro Edmilson,

Enquanto você escrevia essa acusação, eu estava no alto rio Tarauacá.

Cheguei hoje, às 6 da tarde e, ao acessar os blogs, vi o teu texto.

Minha reação foi de raiva e de desgosto com a política e com o jornalismo.

Estou te escrevendo novamente para fazer uma correção: eu não tenho nenhuma autoridade para determinar quantos deputados vão te interpelar judicialmente.

Na verdade, o que garanto é que eu vou fazer isso.

Eu não conheço você e nem os seus sonhos e idéias. O que sei é que você não pode agredir a honra das pessoas gratuitamente.

Se têm políticos canalhas, jornalistas canalhas, empresários, pastores, juízes... Você não pode jogar na lama todo mundo.

Eu vivo do meu salário. Eu não me submeto a nenhum esquema, não aceito nada que fira a minha honra.

Tenho três filhas e o que vou deixar para elas vai ser o estudo e a minha honradez.

Se tem canalhas, se você os conhece, corruptos, denuncie esses cretinos, mas não jogue na lama as pessoas de bem.

O que você fez não tem nada de jornalismo ou de liberdade de imprensa.

Você não pode jogar as pessoas na lama desse jeito.

Eu perdôo você, porque sei que é muito jovem. Mas, infelizmente, você terá que responder judicialmente pelas suas declarações.

Um abraço,

MOISÉS DINIZ".

Atualização às 22:28 - O deputado comunista fez o mesmo comentário no blog do Edmilson.

O MENSALÃO, OS DEPUTADOS E O BLOGUEIRO

E não é que repercutiu como rastro de pólvora a postagem do Blogueiro e estudante de jornalismo Edmilson Alves.

Neste sábado, Edmilson levantou as suspeitas de “mensalão” na Assembléia Legislativa do Estado do Acre. De acordo com o blogueiro, “o governador do Acre, Binho Marques, paga mensalmente pelo silêncio cúmplice da grande parte dos deputados estaduais a quantia de R$ 23 mil mensais”.

Aproveitando o embalo e soltando fogos ao mesmo tempo, a ave de rapina, Deputado Luiz Calixto, pela manhã, fez o seguinte comentário via twitter: “Essa informação do Edmilson Alves vai render”, e logo depois, disponibilizou o link do blog do estudante.


Já o deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB), líder do governo na Assembléia, efetuou o seguinte comentário na postagem:

“Caro Edmilson, Segunda-feira, os 14 deputados que apóiam o Governo Binho Marques vão acionar a Justiça para você provar o que está escrito nesse blog. Se você queria brincar com a honra dos outros, agora vai ter um custo. Nos encontraremos no tribunal”.

O curioso é que o deputado comunista fez o mesmo comentário várias vezes no mesmo post. Seria o nervosismo? Vai saber...

Agora só nos resta esperar os próximos capítulos dessa novela em ano eleitoral.

Só ressalto que o oposicionista que tem imunidade para fazer tais acusações, não as fez. A "bronca" pode sobrar apenas para o blogueiro. Pode, pois se ele provar o susposto "mensalão", o terraço da Aleac irá cair na cabeça de muitos engravatados.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

SEM LUZ...DE NOVO

Mais uma vez o sistema de distribuição de energia para o Acre se demonstrou precário. Provavelmente, como sempre, o problema deve ter sido causado com a queda de uma rede de transmissão, em Porto Velho, capital de Rondônia.

Diferente do que anuncia, a administradora do serviço de energia no Acre, Eletrobrás – antiga Eletroacre – disse em nota, publicada no feriado de corpus Christi, 3, que no próximo domingo, dia 6, poderia haver um corte no fornecimento de energia pela período da manhã. Por volta das 5 às 7h.

E quem disse que o que é ruím não pode piorar?’

Para completar e demonstrar definitivamente a ausência de comando das autoridades, que vivem nas colunas sociais, os motoristas e cobradores do transporte coletivo continuam em greve. Existe a possibilidade de que na próxima segunda-feira, 7, todos os ônibus parem mais uma vez, como fez o sindicato na última segunda.

Sem luz, sem transporte público...ah, e sem educação também.

A greve dos professores foi encerrada, mas quem disse que os estudantes, prejudicados com a falta de transporte, estão indo às aulas? É notório o abandono das escolas, principalmente no centro da cidade. Quase um mês sem aulas e agora sem transporte. Tá complicado.

Os serviços essenciais estão sendo cerceados pela conivência de governo e prefeitura.

Começo a acreditar que cada povo tem o líder que merece...

Fazer o que? O Acre é o melhor lugar para se viver. A Beverly Hills tupiniquim.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O IMPASSE DE TIÃO

Cotado como favorito à disputa pelo governo do Acre, o senador Tião Viana está diante de um impasse. Filiado ao PT, ele, em tese, tem que dar palanque à candidata petista Dilma Rousseff. Mas o apoio à Dilma pode fazê-lo perder votos. Marina Silva, uma das fundadoras do PT acriano, levaria grande vantagem sobre Dilma no estado, de acordo com pesquisas extra-oficiais. Na sondagem Datafolha, os eleitores do Norte (contabilizados junto aos do Centro-Oeste) são os que mais declaram conhecer e ter a intenção de votar em Marina.

Viana tem tentado vincular-se à candidata do PV, de quem é amigo pessoal, sem melindrar os interesses de seu partido. Em entrevista ao jornalista Altino Machado, publicada no site Terra, ele diz que o nome Marina Silva é “sagrado” e o “mais forte” no Acre, mas que Dilma tem “as melhores condições para ser a presidente do Brasil”.

Leia a postagem completa de Mariana Sanches, repórter de política da Revista Época.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Wavin' Flag

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PMDB E RODRIGO PINTO NA JUSTIÇA

O Ministério Público Eleitoral no Acre (MPE/AC) ajuizou duas representações junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). Na primeira, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) teria cometido propaganda partidária irregular. A segunda ação é contra o PMDB e o pré-candidato ao Governo do Acre pela sigla, Rodrigo Barbosa de Almeida, conhecido como “Rodrigo Pinto”.

Os fatos que motivaram as duas ações, assinadas pelo procurador regional eleitoral substituto e auxiliar Paulo Henrique Ferreira Brito, são referentes às inserções em rádio e Tv da propaganda partidária gratuita veiculada de 10 a 21 deste mês. Segundo a representação, o Partido estaria utilizando-se do espaço concedido à propaganda partidária gratuita para fazer, na verdade, propaganda eleitoral extemporânea em favor de seu pré-candidato ao Governo, Rodrigo Pinto.

A ação contra o Partido pela propaganda partidária irregular pede, em caráter liminar, que sejam proibidas veiculações com o mesmo conteúdo nas inserções de que o PMDB ainda dispõe. Além disso, pede que o representado seja condenado às sanções previstas no Art. 45 da Lei 9096/95, que prevê cassação, no próximo semestre, de até cinco vezes ao da inserção ilícita.

A representação por propaganda eleitoral antecipada pede que o Partido e o pré-candidato paguem, além dos pedidos da ação paralela por propaganda partidária irregular, e no limite de suas responsabilidades, a multa prevista na Lei 9.504/97, multa no valor de R$ 5 Mil a R$ 25 Mil, ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.

Fonte:MPF-AC

O TREMOR QUE NINGUÉM SENTIU

Assim é o Acre, um dos poucos lugares do mundo, onde um terremoto de 6.5 graus na escala Richter não causa nem ao menos cócegas.

Por volta das 11h (horário local) desta segunda-feira, 24, o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA captou abalos sísmicos na divisa do Estado do Acre com o país andino Peru, onde seu epicentro teria sido no município acreano de Tarauacá, distante cerca de 400km da capital Rio Branco.
De acordo com a reportagem de Iberê Thenório, repórter do G1, o sismologo da Universidade de Brasília (UNB) João Corrêa Rosa afirma que o abalo ocorreu a 580,5 km de profundidade da superfície. E que segundo o especialista, quanto mais profundo o abalo, menos problema ele causa. "Ocorre um amortecimento, um espalhamento das ondas [sísmicas] antes de elas chegarem à superfície.", disse.

Ainda de acordo com a reportagem, “a situação no Acre é muito diferente do terremoto que abalou o Haiti no início do ano. Lá, o abalo atingiu 7 pontos de magnitude mas ocorreu a apenas 10 km de profundidade, além de estar muito próximo à capital do país.”, conta.

Porém, o especialista da UNB alerta que se o terremoto tivesse ocorrido a 50km da superfície, poderia ter causado grandes estragos,possibilidade, que segundo o próprio pesquisador, é improvável. “Um fenômeno assim, contudo, é muito raro, pois na região o "esfrega-esfrega" entre as placas tectônicas ocorre a centenas de quilômetros abaixo do solo.”, finaliza.

O Acre e suas peculiaridades. Um estado que evolui bastante: desemprego, assaltos, sequestros, corrupção, miséria e agora Terremoto. Que venha o Tsunami!

sábado, 22 de maio de 2010

MAIS ANTI-POVO IMPOSSÍVEL

No dia 31 de dezembro ele vai cumprir o terceiro mandato como deputado federal. Seriam dois não fosse a operação “salva Nilson”, capitaneada pelo ex-governador Jorge Viana, nas eleições de 2006, que garantiu por mais 4 anos o ostracismo que sempre moveu a vida pública de um dos mais inexpressivos representantes do Acre em Brasília. Nilson Mourão, nestes 12 anos, jamais aprovou um projeto relevante de sua autoria. Baseia sua atuação em obviedades e se alimenta politicamente de ações que nada têm a ver com o Acre e sua gente, como assento na improdutiva Comissão de Relações exteriores e a utópica defesa ao Estado Palestino.

Nilson não difere de boa parte dos parlamentares que construíram base eleitoral às custas do voto casado, e vive encostado no prestígio de correligionários como o próprio ex-governador, de quem será primeiro suplente nas eleições majoritárias que se avizinham. A decisão da cúpula petista em não reelegê-lo é, segundo se comenta, a maior prova de que ele não emplaca nas urnas sem a já desgastante ajuda do partido. Ou seja, Nilson Mourão tornou-se um fardo pesado, uma cruz difícil de ser carregada, mas que por conveniências que só a política explica, o cala-boca lhe cai bem, a fim de manter maquiada e “amistosa” a relação do PT com a comunidades eclesiais de bases, das quais o distinto e apático parlamentar é egresso.

Porém, é do tipo que defende o partido até a últimas conseqüências. Tanto que, em momento algum se solidarizou com aqueles que abandonaram a legenda. Marina que o diga. Muitos se perguntam se Mourão, aliás, ainda nutre a mesma “amizade e admiração” pelo ex-companheiro Henrique Afonso, que teve a sua ética partidária ferrenhamente questionada - e seria expulso se não pedisse desfiliação de forma espontânea – por defender a criminalização do aborto. Em outras palavras, dita a regra dos ditadores.

Abaixo, alguns exemplos de apatia do mandato de Nilson Mourão, que cumpriu à risca todas as recomendações para votar contra os projetos de interesse direto da população, mesmo consciente de que se tratava de uma orientação anti-popular. Por isso, deve-se a ele o título de um dos políticos mais anti-povo que se conhece no momento:

1 – Foi o principal articulador da CCJ da Câmara, mesmo não sendo membro daquela comissão, para derrubar a proposta de referendo popular sobre a mudança no fuso horário do Acre. Tanto esperneou, sob orientações do senador Tião Viana, que se aliou ao deputado José Genoíno, que se transformou em porta-voz maior para protelar as votações. Os anais da casa registram que Mourão foi, dentre os mais de 500 parlamentares, o que mais discursou contra o referendo, mas acabou derrotado.

2 –Votou contra o aumento aos aposentados, há 3 semanas. O petista ainda teve o descaramento de votar contra o fim do fator previdenciário, da mesma forma atendendo a ordens expressão do Planalto.

3 – Entre os 8 deputados federais do Acre, Nilson Mourão, na atual legislatura, foi o que mais usou a tribuna do Congresso Nacional. Nada menos que 70% das falas foram destinadas a bajular o governo. Os demais 30% foram para defender o Estado da Palestina, em pronunciamentos sem resultados práticos, pois ninguém lhe deu ouvidos, tanto que não há registro de alguma política externa capaz de mudar o quadro atual.

4 – Para muitos, Mourão se mostrou arrogante ao extremo durante um discurso que fez dias atrás, no plenário da Câmara Federal. Disse ele: ao final do dia 3 de outubro, quando os juízes eleitorais apertarem a tecla da totalização dos votos, “não vai dá pra ninguém, a Frente Popular será consagrada vitoriosa nas eleições”.

5 – Assim como votou contra os aposentados, Mourão usou o argumento de que “O Estado não pode se endividar” para dizer um NÃO sonoro à PEC 300, que fixa o piso salarial nacional aos policiais militares.

6 – O deputado também foi contra o aumento salarial para os funcionários públicos federais.

7 – Como católico que se diz ser, fica em cima do muro quando as propostas polemizam. É o caso do projeto que criminaliza a homofobia. O deputado não tomou partido sobre o assunto.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

JORNEY - DON´T STOP BELIEVING

sexta-feira, 30 de abril de 2010

APAGÕES NO ACRE: DESCULPAS E INVESTIMENTOS

Assem Neto, de Brasília

O diretor de distribuição da Eletrobrás, José Luiz Santos, pediu desculpas públicas à Bancada Federal do Acre, na noite da última quarta-feira, em razão das interrupções continuadas no fornecimento de energia elétrica no estado. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB), articuladora de uma audiência que reuniu a cúpula da Eletroacre, sindicalistas, o corpo técnico do Ministério de Minas e Energias e de Operações do Sistema Elétrico Nacional (ONS), sugeriu: “o perdão manifestado aqui deve ser dirigido, de preferência por meio da imprensa, aos consumidores acreanos que há anos são prejudicados, inclusive financeiramente, com os apagões”.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cuja missão é fiscalizar o sistema e cobrar desempenho satisfatório junto à Eletroacre, não mandou representante ao encontro - atitude considerada desrespeitosa por todos.

Porém, a pressão política surtiu efeito: uma turbina maior reforçará a distribuição de energia em Rio Branco a partir de maio. A engrenagem será emprestada de Manaus com a promessa de amenizar o problema, diminuindo a freqüência de apagões. A Eletrobrás assumiu o compromisso de modernizar o sistema a partir de investimentos imediatos que poderão envolver até mesmo o Banco Mundial.

Os deputados também cobraram do MME o pagamento das custas operacionais necessárias à normalização de equipamentos hospitalares em geral, inclusive os mamógrafos, danificados pela oscilações no fornecimento de energia.

Má gestão
O sistema, em particular em Rio Branco sob a responsabilidade restrita da Eletroacre, é tão ultrapassado que a administração regional tem dificuldades até para repor transformadores e peças simples como dijuntores. Uma força-tarefa autorizada pelo Ministério de Minas e Energia no ano passado figura no relatório do governo como “insuficiente”.

A má gestão, aliás, é de conhecimento no Ministério de Minas e Energias, que nega haver problema orçamentário para estabilizar o sistema. O secretário-geral do MME, Josias Araújo, informou que a previsão de investimentos na ordem de R$ 1,3 milhão para todo o ano de 2010 furou. Ou seja, somente nos três primeiros meses do ano, gastaram-se R$ 2,3 milhões sem que os resultados práticos aparecessem.

Não adianta economizar
A radialista Eliane Sinhazique, que representou os consumidores acreanos na reunião, revelou disparidades gritantes entre os valores cobrados e o consumo aferido pela Eletroacre. Muitos cidadãos recebem a conta de luz com aumento de até 100% de um mês para o outro, e este realizado não é particular de quem mora na capital. “Percebemos que não adianta economizar”, afirmou Sinhazique. Houve a promessa do Departamento Comercial da Eletrobrás de que todos os casos serão analisados. “É importante que os medidores sejam trocados, sem ônus para o usuário. Esta situação, de tão vexatória, precisa de um basta. Acho que a ficha caiu para a Eletrobrás, concluiu ela.

De olho
Os deputados Sérgio Petecão e Gladson Cameli reforçaram a pressão à Eletrobrás. Eles também irão acompanhar o cumprimento da “palavra empenhada” pela Eletrobrás – inclusive a instalação de mini-estações de distribuição em Rio Branco. De acordo com o planejamento apresentado, as obras ocorreriam em bairros como São Francisco, Calafate e Taquari, dentre outros.

Um documento assinado pelos deputados e dirigentes sindicais acreanos oficializa o apelo por providências. O documento é subscrito por Marcelo Jucá e Fernando Barbosa (Sindicato dos Urbanitários), Sebastiana Oliveira (Fetacre), João Flores e Madma Farias (Agência Reguladora do Acre) Magaly Medeiros (Representação do Governo do Acre em Brasília) e Regina Maia (Associação de Prefeitos do Acre).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

CENSURA NO JORNALISMO DO ACRE

O texto abaixo foi extraido do blog repórter 24 horas, do jornalista Francisco Costa.

Olá, pessoal!

Quero informar o quanto ainda, nós jornalistas, estamos impedidos e coagidos de exercer a nossa profissão. Não vou entrar em detalhes se é ou não por questões de Governo. Quero apenas relatar a situação que me ocorreu semana passada. Recebi recados de ameaça se a minha matéria fosse levada à íntegra. Desde já, deixo claro que a ameaça não chegou em primeira mão aos meus ouvidos, fui apenas informada pelos meus superiores do local onde trabalho.

Semana passada, passei alguns dias apurando um material sobre uma denúncia contra o subcomandante da Polícia Militar do Acre, coronel Paulo César. Segundo a denúncia, feita por colegas de farda, o subcomandante teria reunido um grupo de sargentos para pedir votos ao deputado estadual Taumaturgo Lima (PT/AC), que será candidato a deputado federal e, ao pré-candidato a deputado estadual do também petista Ermício Sena. O caso ocorreu no Clube de Cabos e Soldados, na Sexta-feira da Paixão, dia 2 de abril. A denúncia foi feita à Aleac (Assembléia Legislativa do Acre) e ao Ministério Público Eleitoral.

Recebi a cópia da denúncia. Após saber dos detalhes, procurei o subcomandante para falar sobre o assunto, na manhã de sexta-feira, dia 23. Ele negou a acusação e disse que a reuniao era para tratar da redução do interstício de tempo para obtenção da promoção dos sargentos da Polícia Militar. Falou sobre isso e mais outras coisas. A conversa foi toda gravada e descrevi da mesma forma como ele falou, ou seja, a defesa dele sairia completa.

No sábado, quando estava elaborando a matéria, recebi uma ligação de um sargento dizendo que queria se pronunciar. Depois de alguns minutos, ele chegou com uma comissão de sargentos ao jornal e também fez a defesa. Tanto o Paulo César quanto essa comissão confirmou a presença desses pré-candidatos na tal reunião, porém, negaram que houve pedido de votos em troca de favores. A conversa com os sargentos também foi gravada.

Depois de umas duas horas, mais ou menos, outros militares foram até a direção do jornal ameaçar, caso a matéria fosse publicada. Eu não vi essas pessoas, apenas fui informada pela editoria que a matéria não seria publicada e o motivo.

É isso, gente. Após tanta investigação, a matéria não foi publicada. Não foi publicada porque, no Acre, ainda há coronéis que ligam (ou mandam) "capangas" ameaçar jornalistas. Agora me questiono: a matéria tinha as versões dos dois lados e o leitor tiraria suas próprias conclusões. Por que o subcomandante teve medo se havia se pronunciado e chegou a negar?

Ana Paula Batalha

Obs: Ana Paula exerce a função de repórter no diário A tribuna.

domingo, 25 de abril de 2010

PAPEL DA INTERNET NA ELEIÇÃO

Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Leia reportagem completa na Época Online.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

MAPINGUARI BLUES - A FUGA

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A GLOBO PODE, O PSDB PODE E A JUSTIÇA?

A rede Globo pode:



O Serra também pode..

terça-feira, 30 de março de 2010

CADÊ VOCÊ, ARMANDO?

AUGUSTO CUNHA FONTES DA SILVA

Cadê você, Armando? Hoje, amanhã e depois, o esporte vai carecer do teu olhar comprido, o futebol vai querer o teu passe preciso, toda mídia vai lembrar do teu jeito querido, e a gente vai sentir a tua falta, vai procurar pela tua inspiração de menino peralta contido, vai querer sentir a tua experiência de homem apaixonado, encantado, articulado e vivido.

Sim, a razão foi sempre tua, e o Rio Acre é teu, como também é tua a princesinha Xapuri em que você nasceu. Agora mesmo sinto que o nosso rio já teceu umas rendinhas de emoção e começa a seguir ao teu encontro, passeando pela imensidão dessa Amazônia, vagueando do Aquiri para o Rio de Janeiro, com ondinhas de imaginação, para beijar o teu segundo berço, para roçar o leito da tua despedida, levando a mesma mensagem do velho rio que te banhou a infância, que é mistério e consolação, a mensagem de passar sem sair do lugar, como as águas do teu Acre, que fingem partir, sem deixar de estar.

Cadê você, Armando? Hoje, amanhã e depois, lances geniais vão carecer do teu comentário, o povo vai querer o teu imaginário, a platéia vai lembrar da tua tática incomparável, a gente vai sentir falta da tua revelação memorável. Na tua ausência física, teremos que matar a saudade no peito e driblar a emoção. E essa emoção é única.

Sim, você foi aviador, músico e mágico. Sempre houve um drible qualquer em teu olhar, no teu pensar. Havia uma espécie de firula no teu escrever poético, um passe longo e certeiro no teu dizer arteiro, e isso vai ficar. Havia um gesto quase tímido, havia uma procura e um amor, havia um homem dedicado, resolvido, decidido. E por tudo isso, para bem adiante do momento, há um sentimento coletivo que vai ficar. Como vai ficar a velha vontade de contigo conversar, por isso escrevo esta mensagem da floresta, por isso sei que o céu está em festa.

Cadê você, Armando? Já está chegando outra Copa! Há craques para você ver, segredos para dizer, anseios para sofrer. Há uma multidão te esperando, uma nação já quase te escutando, os minutos estão passando. Quem vai ganhar, Armando? Ah, você já sabe. Mas você não diz, pra não perder a graça. Tudo bem. Isso mesmo, disfarça, assiste lá do alto, comenta do além. Isso mesmo, é tudo ilusão, está tudo passando. Ou permanecendo. Até parece que a gente está vendo você abrindo os braços e correndo outra vez nos gramados, assim tabelando com sonhos e driblando o passado. Isso mesmo. As jogadas da vida são bolas de fogo que você, um craque dos tempos, chutou como ninguém. Até parece que a gente está vendo, ouvindo, sentindo. É tudo enfeite, é um jogo, e no video tape do sonho, a história gravou.

Este artigo foi escrito por um leitor do Globo.