sábado, 22 de março de 2008

Cadê a fiscalização?

Marcos Venícios*

A venda excessiva de bebidas alcoólicas e o consumo de drogas por menores não tem freio. As autoridades que seriam responsáveis por fiscalizar essas ilegalidades, não mostram serviço algum.

O jovem Marcelo Rodrigues, de 19 anos, estudante de arquitetura foi apenas mais um que caiu nesse mundo tenebroso das drogas. Na manhã de quinta-feira, dia 20, o estudante faleceu vitima de overdose pelo uso de cocaína. O jovem, sobrinho de um secretário municipal da prefeitura de Rio Branco, morava em um dos condomínios mais caros da cidade. Mas isso de nenhuma forma o ajudou a ficar livre dessa praga que são as drogas.

Marcelo provavelmente deve ser mais um dos milhares de jovens que se envolveram primeiramente com o álcool e depois sempre vão misturando com algo mais forte. E nesse misturar, acabam indo a óbito.

Apesar de ser maior de idade, com certeza em sua adolescência houveram facilidades para ele entrar nesse mundo sem volta, o mundo das drogas.

Em vários lugares do mundo a venda de bebidas alcoólicas são proibidas e em caso de quebra de regras, os autores são extremamente punidos com o rigor da lei. Mas aqui no Brasil, principalmente no Acre, é diferente.

As boates, barzinhos e tudo mais que reúna muitas pessoas com a intenção de se “divertirem” não são fiscalizados, pois a grande maioria dos freqüentadores são “filhinhos de papai” que são de famílias influentes nessa bosta de sociedade. Os orgãos fiscalizadores evitam até passar por perto para evitar constrangimento com algum menor filho de empresário, deputado, juiz ou qualquer cargo que o pai do menor possa ocupar. A idéia é evitar mal estar. Afinal de contas, vale aquela máxima: o que os olhos não vêem, o coração não sente.

Onde está a fiscalização? Cadê o juizado do menor? Onde está a policia pra coibir o uso de drogas. Leitor, muitas vezes, aquela rodinha de “amigos” que se formam no canal da maternidade a droga rola solta. A policia passa por lá e finge que não ver e os jovens fingem que não usam drogas. Um pacto.

*Blogueiro por obrigação

2 comentários:

Anônimo disse...

É meu nobre, a sociedade esta cheia disso. Filhinhos de papai que gostam de aparecer e mostrar que não existe limite pra quem tem dinheiro!

Gostei da matéria, força aew irmão

sorte


____ XyNEoHp ____

Silvana Maués disse...

Fiscalização? Polícia? Estado?
Querido Marcos, não falta fiscalização apenas, falta policiamento, falta a ação precípua do Estado que é manter a ordem, a segurança e desempanhar bem seu papel, com eficiência, como determina a Constituição.
No caso em tela faltou também atenção dos pais que estão mais preocupados com seus próprios interesses, deleites, sua própria vida...filhos atrapalham, dão trabalho, preocupação!
Filhinhos de papai??? Coitados, vítimas de uma sociedade materialista, onde vale o que se tem e não o que somos, como somos!
Falta ação estatal para coibir "certas liberdades", falta a base familiar (e ai não falo uma família homem X mulher X filhos, mas uma reunião de pessoas ligadas pelo parentesco, onde uma delas detém o poder de tutela sobre as demais), falta policiamento, faltam princípios, falta vontade de mudar este estado de coisas que presenciamos e silenciamos. Falta coragem pra mudar! E nós, cidadãos de bem, MAS COVARDES, assistimos a tudo passivamente!
Nossa imprensa cada vez mais amordaçada, oposição não existe, novas lideranças não surgem...enfim, estamos sem direção, sem sonhos, sem expectativas de mudanças e melhoria de vida, estamos como um navio a deriva!
Espero, sinceramente, que façamos diferente na próxima eleição, mas não diferente apenas no sentido de mudar o partido para governar nosso município, nosso Estado e Nação, mas diferente ao tentarmos participar mais de nossa sociedade, da vida de nosso povo, nós, que somos formadores de opinião, podemos melhorar esse estado de coisas que ai se encontra, podemos orientar pra que as pessoas não vendam mais seu voto, para que questionem mais seus candidatos, para que tenham mais compromisso consigo e com a sociedade que sofre com cada criança que passa fome, com cada assalto em nossas propriedades, com cada morte de um inocente!